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Frente Patriótica registada e potenciada para vencer em 2027

12 de março de 2026

O líder do maior partido da oposição em Angola anunciou hoje que a Frente Patriótica Unida (FPU) foi registada como patente angolana e acredita que a plataforma de partidos "está mais potenciada" e vai ser poder em 2027.

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Angola | Adalberto Costa Junior
Foto: Borralho Ndomba/DW

Adalberto Costa Júnior, presidente do maior partido da oposição em Angola (UNITA), deu a conhecer que o novo modelo FPU -- plataforma de partidos políticos na oposição -- será lançada no decurso de 2026 e vai surgir "mais potenciada" como uma "ampla frente para a alternância democrática" nas eleições gerais de 2027.

"Penso que temos as condições reformatadas e temos já a FPU registada como uma patente e fomos cuidadosos em relação a isso e temos esse processo bastante avançado", afirmou o também coordenador geral da FPU, recordando as experiências e lições saídas nas eleições gerais de 2022.

Sem entrar em detalhes sobre os novos integrantes da plataforma política, em que consta a UNITA (coordenadora) e o Bloco Democrático (vice-coordenador), após a saída do PRA JÁ Servir Angola, o político referiu que será neste modelo em que vai vencer as próximas eleições gerais.

 "Penso que cada vez mais temos condições de chegar ao poder e acredito piamente que a próxima será de vez", afirmou, salientando que as eleições de 2022 ocorreram em circunstâncias muito distintas e que Angola tem condições de avançar para uma transição democrática.

O presidente do galo negro disse também que o seu partido teve muita aprendizagem com o processo eleitoral de 2022 - em que elegeu 90 deputados - observando, contudo, que Angola não tem condições de enfrentar um novo ciclo eleitoral (em 2027) "com fraude nas instituições".

"Acho que os angolanos deixam de creditar na política", notou.

Líderes da Frente Patriótica Unida (FPU) numa conferencia de imprensa em Lisboa para denunciar o estado da nação em Angola
Foto: João Carlos/DW

O que a UNITA tem de novo?

Para a disputa política e o alcance da vitória nas urnas em 2027, o também deputado angolano anunciou que a UNITA tem atualmente uma "programação estratégica" que não tinha antes: "O partido hoje está mais estruturado nas bases acumuladas de experiência (...) e melhoramos sempre para servir quem está a olhar para nós".

Adalberto Costa Júnior, reeleito em novembro de 2025 para mais um mandato de quatro anos, manifestou-se bastante confiante na vitória em 2027, acredita que o seu partido pode governar Angola em democracia -- exemplificando com a "experiência credível" dos congressos e o respeito pelos respetivos estatutos, que "credibiliza" o seu partido na arena política nacional e internacional.

O  político considerou, por outro lado, que hoje, se Angola tivesse referendos constitucionais, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) não tinha condições de se manter no poder.

Angola: Legalizar o PRA-JA foi "jogada" do MPLA

"Porque aquilo que os angolanos querem [e] o MPLA recusa [é a alternância] e aquilo que a UNITA defende a maioria dos angolanos [também] defende", conclui o líder partidário.

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