FLEC-FAC acusa Exército angolano de atacar civis desarmados | Angola | DW | 02.10.2020

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Angola

FLEC-FAC acusa Exército angolano de atacar civis desarmados

Segundo o movimento independentista de Cabinda, o ataque foi em território da República Democrática do Congo, junto à fronteira com o enclave petrolífero angolano. Seis pessoas terão morrido.

Cabinda (fotografia de arquivo)

Cabinda (fotografia de arquivo)

"As Forças Armadas Angolanas (FAA) lançaram uma operação militar contra um grupo de civis desarmados, suspeitos de serem soldados da FLEC, perto da fronteira do Yema-di-Yanga e Mbaka-Khosi no setor de Kakongo, território de Lukula, província do Kongo-Central, na aldeia de Kinkiama", na passada quinta-feira, às 21:45, acusa um comunicado da organização independentista Frente de Libertação do Estado de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FLAC), enviado à agência de notícias Lusa.

"O ataque resultou na morte de 6 pessoas, incluindo 4 jovens rapazes decapitados", acusa a FLEC no texto, em que descreve a "incursão sangrenta das FAA no Congo Central" (República Democrática do Congo).

"A aldeia de Kinkiama é suspeita de ser a base traseira da FLEC-FAC, de acordo com as autoridades angolanas", acrescenta o texto, que descreve um estado de "confusão" na região "em torno da presença de soldados angolanos em várias aldeias do Congo Central na República Democrática do Congo, perto da fronteira com Cabinda". 

Karte Angola mit den 18 Provinzen Portugiesisch

"O alto comando militar da FAC denuncia a incursão de soldados angolanos em território congolês, sob o pretexto de caçar os soldados da FLEC de Cabinda", e "informa a opinião pública nacional e internacional" que as FAC "não têm soldados nem bases" de retaguarda República Democrática do Congo (RDCongo). 

"A FLEC-FAC luta no território de Cabinda contra os invasores angolanos desde a sua criação, respeitamos a soberania e a integridade territorial da RDCongo. Não há um único soldado da FLEC nos dois Congos", RDCongo e República do Congo, afirma o movimento.

A Lusa tem questionado o ministério da Defesa de Angola com as alegações das FLEC-FAC sem nunca obter confirmação relativamente aos confrontos e baixas das Forças Armadas Angolanas.

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