Explosões em Beirute: Fábrica de Explosivos de Moçambique confirma encomenda | Moçambique | DW | 09.08.2020
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Moçambique

Explosões em Beirute: Fábrica de Explosivos de Moçambique confirma encomenda

Depois de quase uma semana de especulação, Fábrica de Explosivos de Moçambique confirma encomenda de nitrato de amónio que esteve na origem das explosões no Líbano, mas esclarece que carga foi substituída por outra.

A Fábrica de Explosivos de Moçambique (FEM) confirmou, este domingo (09.08), que encomendou as 2,7 toneladas de nitrato de amónio que estiveram na origem das explosões em Beirute, salientando que a carga apreendida pelas autoridades libanesas foi substituída por outra remessa.

A encomenda foi feita pela FEM, em 2013, à empresa Savaro, da Geórgia, e o local de descarga previsto era o porto da Beira, em Moçambique, disse à Lusa fonte oficial da firma moçambicana. 

No entanto, aquela carga "nunca foi entregue", uma vez que o navio ficou retido em Beirute, por ordem das autoridades locais.

A carga ficou armazenada no porto da capital libanesa e terá estado na origem das explosões registadas na terça-feira, que devastaram bairros inteiros e causaram 158 mortos e mais de 6.000 feridos.

Até hoje, as autoridades de Moçambique nunca confirmaram que o país era o destino do nitrato de amónio. Na quinta-feira, a empresa gestora do porto da Beira disse desconhecer essa encomenda e no dia anterior, o Ministério dos Transportes e Comunicações moçambicano referiu que desconhecia este material explosivo. 

Libanon | Explosion in Beirut | Proteste gegen Regierung (picture-alliance/AP Photo/F. Dana)

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No entanto, na sexta-feira (07.08), em entrevista à agência Associated Press, o capitão do navio, cuja carga foi apreendida, já havia confirmado que esta tinha como destino o porto da Beira.

Explicação da FEM

Segundo fonte da empresa, aquela foi uma "encomenda normal", de uma matéria utilizada na sua atividade comercial, "cumprindo sempre de forma escrupulosa todos os requisitos legais e melhores práticas internacionais".

 A FEM "não tem qualquer relação com armadores ou transitários, dado que a sua relação com os fornecedores se cinge às encomendas que faz. Aliás, é esse o caso com todos os importadores, seja de frigoríficos, automóveis, tratores ou ar condicionados", acrescentou a mesma fonte, sublinhando que a empresa "não tem qualquer atividade como transitário ou armador" e é "uma mera utilizadora".

 A empresa vincou ainda que "nunca paga qualquer carga antes de esta lhe ser entregue", para deixar claro que, até à receção, não tem qualquer responsabilidade sobre a mesma.

 "A FEM está no mercado desde 1955 e nunca teve qualquer problema com manuseamento dos produtos que importa", afirmou a fonte, dando conta que fornece "em segurança clientes por toda a costa oriental de África".

 Perante a retenção do navio em Beirute, a Savaro acabou por enviar uma nova carga de nitrato de amónio, através de outro navio. Entretanto, a FEM abandonou aquele fornecedor, devido ao "incumprimento" de prazos de entrega.

A FEM é detida pela empresa Moura, Silva & Filhos, com sede na Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga.

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