Chefe da diplomacia da Guiné-Bissau pede demissão | Guiné-Bissau | DW | 24.01.2020
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Guiné-Bissau

Chefe da diplomacia da Guiné-Bissau pede demissão

Suzi Barbosa foi alvo de críticas após viajar com Umaro Sissoco Embaló para a Nigéria. Ministra pede demissão do cargo alegando questões "pessoais e políticas". Primeiro-ministro Aristides Gomes ainda não se manifestou.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Barbosa, apresentou nesta sexta-feira (24.01) ao primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, o seu pedido de demissão alegando questões pessoais e políticas.

"Venho através desta carta apresentar o meu pedido de demissão enquanto titular da pasta dos negócios Estrangeiros e das Comunidades do Governo Constitucional da República da Guiné-Bissau”, lê-se na carta datada de 24 de janeiro, a qual a DW África teve acesso.

O primeiro-ministro, Aristides Gomes, ainda não reagiu ao pedido de demissão entregue por Suzi Barbosa. A ministra esteve recentemente com Umaro Sissoco Embaló - dado pela Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau como vencedor das presidenciais - na Nigéria.

Na altura, especulou-se em Bissau que Barbosa terá viajado sem autorização do Governo liderado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), partido que apoiou a candidatura de Domingos Simões Pereira, candidato que constesta o resultado eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça. Nem o PAIGC, nem o Governo guineense justificaram a presença de Suzi Barbosa na visita à Nigéria com Umaro Sissoco Embaló.

Ouvir o áudio 04:08

Chefe da diplomacia da Guiné-Bissau pede demissão

"A minha demissão do Governo que representei com orgulho deve-se a motivos pessoais e políticos, que considero fundamentais para a salvaguarda da minha dignidade, da qual tenho direito e não abdico", refere Barbosa, na carta enviada ao primeiro-ministro guineense.

Suzi Barbosa foi deputada do PAIGC nas legislativas de março de 2019 e nomeada ministra dos Negócios de Estrangeiros em julho do mesmo ano, com a tomada de posse do primeiro-ministro Aristides Gomes.

"Enquanto ministra, assumi o desafio e a responsabilidade patriótica de defender o Programa do Governo com base nas orientações políticas e no interesse supremo do nosso país. Procurei basear todas as minhas ações e intervenções com base no profissionalismo e competência, sempre imbuída de sentido de Estado e do espírito de trabalho em prol do desenvolvimento nacional”, escreve Barbosa na carta de demissão.

Segundo os resultados definitivos da Comissão Nacional de Eleições guineense, Umaro Sissoco Embaló venceu as eleições presidenciais, mas os resultados foram contestados junto do Supremo Tribunal de Justiça pelo PAIGC e pelo candidato que apoia, Domingos Simões Pereira.

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