Caso Inocêncio de Matos: Família pede autópsia independente | Angola | DW | 19.11.2020

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Angola

Caso Inocêncio de Matos: Família pede autópsia independente

Sem informações precisas das autoridades, família do estudante morto na manifestação do dia 11 de novembro em Luanda ingressa com pedido de autopsia independente. Requerimento é entregue à PGR por um advogado.

O advogado dos familiares do jovem morto em 11 de novembro, na sequência de uma manifestação em Luanda, entregou às autoridades angolanas um requerimento para que seja feita uma autópsia independente. A família já havia exigido das autoridades o resultado da autópsia realizadas pelos órgãos oficiais.

"Foi entregue na terça-feira um requerimento dirigido ao Serviço de Investigação Criminal e à Procuradoria-Geral da República pedindo uma autópsia independente", disse à Lusa o advogado Zola Bambi.

O requerimento solicita que seja autorizada, num prazo de 24 horas, uma autópsia, que será acompanhada por um familiar, um advogado do escritório que representa a família, dois médicos e um fotógrafo.

Angola | Jurist | Zola Bambi

Advogado Zola Bambi representa a família

"O corpo tem as provas necessárias para que seja depois elaborado o laudo que vai sustentar o processo", explica Bambi.

O estudante Inocêncio de Matos, de 26 anos, morreu na sequência de confrontos em Luanda entre polícia e manifestantes, na semana passada, no dia da independência de Angola, havendo versões contraditórias quanto às causas da morte.

Um relatório do hospital Américo Boavida indica que o jovem foi submetido a uma intervenção cirúrgica e apontam como causa da morte uma agressão na cabeça com objeto contundente, não especificado.

Testemunhas relatam que o jovem morreu no local depois de ser atingido por uma bala disparada pela polícia, que, no entanto, descarta quaisquer responsabilidades. Bambi, representante da família, já disse que vai processar o Estado e a polícia angolana, estando a efetuar diversas diligências, entre as quais o pedido de autópsia.

O ministro da Justiça e Direitos Humanos, Francisco Queiroz, reconheceu excessos na manifestação da semana passada em Luanda

Em 11 de novembro, milhares de jovens que queriam chegar ao centro de Luanda para participar numa manifestação foram travados pela polícia, com recurso a gás lacrimogéneo e canhões de água. A polícia afirmou ter usado apenas meios não letais para dispersar os manifestantes.

Assistir ao vídeo 00:51

Angola: Polícia reprime protestos em Luanda

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