″Cadogo″ vai às presidenciais | Guiné-Bissau | DW | 08.08.2013
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Guiné-Bissau

"Cadogo" vai às presidenciais

Carlos Gomes Júnior anunciou, nesta quinta-feira (8/8), em conferência de imprensa, em Lisboa, que vai concorrer às eleições gerais para o cargo de presidente. Sua candidatura será apresentada oficialmente em Bissau.

O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, deposto no golpe de Estado de 12 de abril de 2012, disse ser o candidato natural ao mais alto cargo da nação na qualidade de presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

"Cadogo", como é conhecido no seu país, acrescentou que está pronto para regressar à Guiné-Bissau após mais de um ano no exílio em Portugal. Não informou quando voltará ao país, mas salientou que quer "estar ao lado dos guineenses para, em conjunto, sarar as feridas da nação."

Ele sublinhou, entretanto, que aguarda que todas as "condições estejam reunidas" para o seu retorno. "Regresso porque entendo ter chegado o momento de virarmos a página para o bem da Guiné-Bissau e de seu povo", disse "Cadogo". As eleições gerais da Guiné-Bissau devem acontecer no dia 24 de novembro deste ano.

Incertezas

Carlos Gomes Júnior quer que seu regresso represente a vontade de todos os guineenses e seja uma "mensagem de paz, estabilidade e confiança no futuro".

Portugal Guinea Bissau Carlos Gomes Junior in Lissabon

Raimundo Pereira (esq.), "Cadogo" e Djaló Pires (dir.) na conferência de imprensa em Lisboa

Quanto às garantias de segurança para voltar à Bissau, "Cadogo" lembrou que o governo de transição deu garantias à ONU que "estão criadas todas as condições para o regresso incondicional de todos os filhos da Guiné à sua terra."

Na análise do jornalista Fernando Gomes, que viveu em Bissau, as condições para o regresso do ex-primeiro-ministro ainda são insuficientes. "De um lado, o governo de transição diz que todas as pessoas podem regressar, mas não fala das Forças Armadas. As Forças Armadas são o grande problema da Guiné-Bissau", avalia o jornalista.

Existem duas tendências opostas no seio das Forças Armadas guineenses: uma a favor do regresso e outra de posição mais radical - contra a presença de figuras como Carlos Gomes Júnior no país.

"Ou a comunidade internacional garante a segurança de Carlos Gomes Júnior e seus apoiantes ou teremos um banho de sangue, se houver qualquer atentado contra Carlos Gomes Júnior. Não há dúvida que a maioria do povo está com Carlos Gomes Júnior", afirma Fernando Gomes

Confiança

Reafirmando ser o principal candidato, "Cadogo" acredita em uma expressiva vitória nas urnas em novembro. "Não vou ganhar as eleições com 49%, vou ganhar com 80% desta vez", disse.

Putschversuch Regierungstreue Soldaten Guinea-Bissau

Para analista, as Forças Armadas são o ponto sensível no retorno de "Cadogo"

Ele lembra que ainda é o líder do PAIGC. "A princípio, todos os militantes do PAIGC exigem o meu regresso. Perfilam-se ao lado do candidato número um, que é o Carlos Gomes Júnior do PAIGC", discursou "Cadogo" em frente aos jornalistas.

Caberá ao Comité Central do partido, entretanto, tomar uma decisão. O ex-primeiro ministro apelou á comunidade internacional a mais um esforço no apoio à Guiné-Bissau.

A conferência de imprensa contou com a participação de vários apoiantes guineenses e militantes do PAIGC na diáspora. Também participaram o ex-presidente do parlamento, Raimundo Pereira, e o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do governo Mamadu Djaló Pires, que integrava o governo de Carlos Gomes Junior até abril de 2012.

Ouvir o áudio 03:30

Cadogo concorre às presidenciais em novembro

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