Boko Haram mata onze soldados e três civis no nordeste da Nigéria | NOTÍCIAS | DW | 29.07.2018
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NOTÍCIAS

Boko Haram mata onze soldados e três civis no nordeste da Nigéria

Ataque na sexta-feira (27.07) visou um posto militar, dizem residentes e uma fonte do exército, este domingo. Grupo apoderou-se de armas e veículos militares.

Membros do grupo radical islâmico Boko Haram mataram onze soldados e apoderaram-se de armas num posto militar, no mais recente ataque do género no nordeste da Nigéria, na sexta-feira, anunciaram residentes e uma fonte militar, este domingo (29.07).

Homens armados em cinco camiões e motorizadas invadiram o posto de controlo militar na aldeia de Bunari, perto da cidade de Monguni, no estado de Borno, seguindo-se confrontos violentos.

"Chegaram ao final da tarde e atacaram o posto militar e os soldados responderam abrindo fogo", disse o residente Amadu Sheriff à AFP. "Os atacantes dominaram os soldados, que assumiram posições nas trincheiras em torno do posto de controlo, de onde combateram os homens armados do Boko Haram", acrescentou.

Três civis, incluindo uma mulher e o seu filho, moradores de um povoado vizinho, foram mortos por balas perdidas, disse ainda o residente. Os habitantes fugiram no sábado para Monguno, temendo novos ataques.

Amadu Sheriff afirma ainda ter visto "duas ambulâncias transportando soldados mortos" para Monguno, a 8 quilómetros do posto de controlo.

Nigeria - Boko Haram Konflikt

Foto de arquivo (2015): Soldados combatem homens do Boko Haram em Chuogori e Shantumari, no estado de Borno.

Fonte militar confirmou o ataque e a morte de onze militares, bem como o roubo de armamento: "Quatro veículos militares, incluindo um carro blindado de transporte pessoal e um camião carregado de armas, foram levados pelos terroristas", disse a fonte do exército, que pediu para não ser identificada, uma vez que não estava autorizada a falar sobre o incidente.

Os atacantes foram combatidos com o apoio de reforços de Monguno, acrescentou.

Grupo radical mantém a força?

As notícias do ataque surgem apenas este domingo devido à má comunicação na área, onde o Boko Haram destruiu infraestruturas de telecomunicações nos últimos três anos.

Já na quinta-feira, militantes do grupo tinham invadido uma base militar nos arredores de Jakana, uma aldeia a 30 quilómetros de Maiduguri, disparando armas e granadas antes de saquearem e incendiarem uma esquadra da polícia.

Há duas semanas, os jihadistas invadiram uma base militar no estado vizinho de Yobe. A 14 de julho, membros do grupo invadiram uma base na aldeia de Jilli, onde  dezenas de tropas terão morrido ou desaparecido. No dia anterior a este ataque, 23 soldados foram dados como desaparecidos depois de uma emboscada a uma caravana militar na região de Bama, no estado de Borno.     

Os ataques apontam para a continuidade da ameaça do Boko Haram, apesar de repetidos anúncios por parte do exército afirmando que o grupo radical perdeu a sua força.

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