Argélia: Candidatos às presidenciais assinam carta ética sobre práticas eleitorais | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 16.11.2019
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Argélia: Candidatos às presidenciais assinam carta ética sobre práticas eleitorais

Trata-se da primeira vez que candidatos a uma eleição no país assinam uma carta deste tipo. Campanha eleitoral arranca este domingo (17.11) sob forte constestação social.

Os cinco candidatos às eleições presidenciais de 12 de dezembro na Argélia assinaram, este sábado (16.11), uma carta ética das práticas eleitorais no país, segundo mostram imagens divulgadas por um canal privado.

A carta elaborada pela Autoridade Nacional Independente das Eleições (ANIE), e que foi assinada na capital Argel, "expõe os princípios orientadores e as práticas particulares que formam a estrutura do comportamento moral esperado dos atores e pessoas envolvidas no processo eleitoral".

Todos os cinco candidatos à presidência da Argélia - entre os quais se encontram os ex-primeiros-ministros Ali Benflis e Abdelmajid Tebboune, que apoiaram ou participaram na presidência de Abdelaziz Bouteflika, afastado em abril sob pressão do movimento de contestação que abala o país desde 22 de fevereiro – assinaram o documento. E comprometeram-se a "abster-se de declarações difamatórias, insultuosas (...) em relação a outro candidato ou ator do processo eleitoral e de qualquer outra declaração que saibam estar errada".

Algerien Proteste in Algier (Reuters/R. Boudina)

Protesto contra a realização de eleições na Argélia, em Argel, 15 de novembro

A campanha eleitoal na Argélia arranca este domingo (17.11) e, segundo imagens divulgadas nas redes sociais, locais para afixar cartazes já foram cobertos com slogans hostis à votação.

Protestos continuam

Esta sexta-feira (15.11), os argelinos voltaram às ruas em massa para dizer não ao escrutínio, que visa, segundo eles, reciclar o sistema.

O "Hirak", o movimento de contestação, não tem enfraquecido e recusa que o aparelho herdado de Bouteflika e o "sistema" no poder desde a independência do país em 1962 organize a eleição, exigindo que antes seja substituído por instituições de transição.

As autoridades, incluindo o general Ahmed Gaid Salah, chefe do Estado Maior das Forças Armadas e verdadeiro homem forte do país desde a demissão do presidente Bouteflika, não admitem qualquer outra via de saída para a crise que presidenciais, rejeitando o estabelecimento das instituições de transição pedidas pelos contestatários.

Leia mais