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Alemanha

Um passeio pela cena fashion de Berlim

Tudo é possível no mundo berlinense da moda. A capital alemã deixa de lado o tradicionalismo de Paris e investe em criações que refletem o estilo da cidade: ousado, multicolorido e (quase) 100% alternativo.

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Berlin exibe seu estilo original durante a Walk of Fashion 2005

Uma cena característica no verão de Berlim: estudantes e turistas em cafés ao ar livre, entretidos com a leitura de jornais ou guias da cidade. Para completar e enriquecer este cenário eclético, vitrines extravagantes expõem criações arrojadas de jovens estilistas, que encontraram em Berlim a passarela perfeita e o público adequado para suas criações.

Um vestido tomara-que-caia, de estampas florais, com listras verde-claras e rosa. Ao lado, uma saia rodada até os joelhos, com listras diagonais pretas, em combinação com uma blusa trançada semitransparente, verde e amarela. Na Kastanienallee, a vitrine da marca berlinense Thatchers é apenas uma das muitas lojas que atiçam a curiosidade dos que passam.

"Pode-se dizer que foi a partir de 2000, quando inauguramos a primeira loja, que o desenvolvimento aqui realmente começou", conta Thomas Mrotzek, um dos criadores da Thatchers. Naquela época, a rua ainda tinha pouco movimento. Foram os muitos espaços comerciais desocupados e os aluguéis baratos que atraíram os jovens

estilistas.

Mode in Berlin: Label Thatcher's in der Kastanienallee

Peças da Thatcher's

Hoje em dia, a Kastanienallee, onde ficam casas antigas e construções da época da Revolução Industrial recentemente restauradas, é anunciada em guias turísticos como um dos mais importantes endereços em Berlim para quem quer fazer compras com um toque de individualidade. Ralf Henselek, o outro nome por trás da Thatchers, descreve esta fascinação: "O estilo berlinense sempre teve algo de improvisação, as pessoas têm liberdade de lidar de forma individual com a moda. Aqui se podem misturar coisas de brechós com peças de estilistas. Este é um estilo muito próprio."

Porta fechada por causa do gato

O ateliê dos dois fundadores da Thatchers, que fica a apenas alguns minutos da loja, incorpora o jeito berlinense de ser. Um quintal dá acesso ao pavilhão, que tem rebocos cinzentos nas paredes. No andar superior, uma porta de aço com uma placa pendurada: "Fechar a porta por causa do gato". Janelas enormes, no meio uma mesa grande. Manequins espalhados pela sala e as roupas, penduradas em hastes. Uma ajudante corta os tecidos e outra os passa. Para complementar este cenário nada glamouroso, o gato chamado Gucci, mascote do ateliê.

Não parece incomodar Thomas e Ralf, que concentrados trabalham em suas máquinas de costura: "Berlim é definitivamente, de uma forma muito própria, uma cidade da moda. É simplesmente diferente de Paris, onde tudo já está regrado por certas normas e se orienta por um estilo fortemente conservador".

Um pouco de nostalgia

Já os 70 metros quadrados da pequena loja de Sarah Elbo, lembram um pouco um apartamento decorado em estilo minimalista. No meio, uma poltrona cinza; em cima de uma mesa de vidro, um buquê de lírios brancos. Trinta e cinco peças de sua coleção estão penduradas em um cabideiro. São blusas de cor verde-cáqui com decotes que deixam as costas nuas e adornos em estilo japonês ou saias-balão. A estilista de Copenhage fundou há seis meses sua própria marca, Sarah Heart-Bo.

Da loja se pode ver sua máquina de costura e tábua de passar roupa, que ficam no ateliê agregado à loja. "Onde ainda se vê este tipo de coisa? Um lugar onde a estilista produz profissionalmente sua coleção e só a vende na sua própria loja!"

Um bonde leva direto da Kastanienallee ao Hackeschen Markt, no bairro Berliner Mitte, onde vitrines 'colam' uma nas outras. Saias feitas com diferentes tecidos sobrepostos , sapatos imitando couro de crocodilo, bolsas de pele artificial rosa-choque. Por todos os lados, perto de bares e cafés, surgiram várias lojinhas de jovens estilistas.

Charme individual

No passeio ao mundo da moda berlinense, uma parada na Kurfürstendamm é imprescindível. Foi na famosa avenida, conhecida durante os anos 20 como "passarela da moda", que a cena se estabilizou. Enquanto marcas famosas como Jil Sander e Gucci apresentam seu glamour em butiques no bulevar, estilistas como Nanna Kuckuck conquistaram seus espaços nas pequenas ruas laterais, que exibem um charme todo individual. Ruas como a Bleibtreustrasse, com suas árvores altas e vitrines que expõem glamourosos vestidos e chapéus, lembram um pouco o clima da metrópole da moda, Paris.

B in Berlin

Modelos apresentam as criações ousadas da estilista Nanna Kuckuck

A estilista, que já teve criações suas desfiladas pela atriz Katja Riemann no cobiçado tapete vermelho durante a entrega do Prêmio do Cinema Alemão, já tem ali sua loja há dez anos. Quem entra na loja se impressiona com as criações, que parecem pequenas obras de arte. Nanna está convencida: "Se existe uma cidade que 'explode' de potencial criativo, pode-se com certeza falar de Berlim". Não é à toa que o mundo fashion celebra a capital alemã.

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