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Alemanha

A volta dos casacos de pele

Por um longo tempo, casacos de pele foram considerados artigos de luxo. Agora, para desespero das sociedades protetoras dos animais, o mercado começa a se popularizar.

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Pelo menos no zoológico a raposa não precisa temer por sua pele

A Fur & Fashion, feira internacional de peles, encerrada no final de semana em Frankfurt, demonstrou que o mercado para esse tipo de vestuário tem crescido e conquistado novas gerações. Na feira, os visitantes puderam se informar sobre os últimos lançamentos em pele e couro.

Já no século 19, animais como raposas, martas (minks), lebres e chinchilas eram criados para o abate e o obtenção de peles. Casacos de pele eram artigos de luxo usados principalmente pelas damas idosas da sociedade. Nas últimas décadas, esse tipo de vestuário caiu de moda devido a inúmeras campanhas de sociedades protetoras dos animais. Mas as coisas estão mudando, afirma a indústria de peles. O setor está convencido de que as peles estão conquistando novamente um lugar no mundo da moda.

Artigo de luxo ou moda popular

O Instituto Alemão de Peles explica que o recente sucesso do setor se deve ao desejo do uso de tecidos nobres, linhas macias e acolchoadas. E também por causa da emancipação do consumidor. "Pele vende bem, mas não são mais os modelos clássicos dos velhos tempos", conta Susanne Kolb-Wachtel, da Associação Alemã de Peles. "Hoje as peles são mais leves, modernas e coloridas." Existe um número maior de peles com diferentes categorias de preços. A mudança na forma de se vestir e os preços são responsáveis pelo fato de a média de idade dos usuários ter caído 20 anos.

As passarelas também redescobriram as peles. Segundo dados da Federação Internacional de Peles (IFTF), 350 estilistas no mundo usam o material em suas coleções. O maiores rendimentos do setor são dos criadores de animais na Itália, Espanha, Alemanha, França e Áustria.

Bildergalerie Füchse: Pelzmode

Modelos desfilam com peles de animais

Mas as associações protetoras dos animais acham que o retorno da moda de peles não irá vingar, devido ao senso crítico do consumidor. "Retorno das peles é exagero", disse Jürgen Faulmann, da organização protetora dos animais People for the Ethical Treatment of Animals (Peta). "É uma perversão dos super-ricos que não sabem o que fazer com o dinheiro e por isso pagam milhares de euros por um casaco."

Os lucros sobem

Mesmo assim, parece que os fabricantes de pele têm tido aumento nos lucros. Em 2004 havia, nos países integrantes da União Européia, cerca de 6500 fazendas de criação, que produziram peles no valor de 650 milhões de euros. Segundo informações do IFTF, o lucro do setor aumentou nos últimos anos. Os europeus foram responsáveis em 2002 por 70% da produção global de vison e por 63% da produção de peles de raposa.

A maior parte da produção européia de pele de vison vem da Dinamarca. A Finlândia é a campeã na criação de raposas. Na Holanda, assim como em alguns países do Leste Europeu, também é criada uma boa parte dos animais para o mercado de peles. Segundo a IFTF, tal tipo de produção é de grande importância para o setor agropecuário desses países. A Grécia é o país europeu que mais produz roupas em pele. Leia mais sobre o controle dos métodos de criação e abate e protestos das associações de proteção na página seguinte

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