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Ciência e Saúde

Site aproxima agricultores de consumidores na Alemanha

Cada vez mais as pessoas querem saber a origem do que comem. Por isso, fazendeiros alemães criaram um canal de vídeo onde é possível acompanhar a rotina da produção de alimentos.

Carne de cavalo em lasanha, doença da vaca louca, galinhas em fazendas industriais sem espaço sequer para se movimentarem. Com o aumento dos escândalos alimentares nos últimos anos e a preocupação com as condições dos animais, cada vez mais consumidores procuram saber a origem do que comem.

Para acompanhar essa tendência, uma associação de agricultores no estado alemão da Baixa Saxônia criou o My KuhTube (minha vacatube). Vídeos diários sobre a rotina no campo são postados por cerca de 20 fazendeiros, para satisfazer a fome de informação dos consumidores.

O agricultor Dirk Böschen, de Grasberg, no norte da Alemanha, é um dos participantes do projeto. Ele transformou sua fazenda de gerência familiar em um negócio bem-sucedido que emprega 18 pessoas.

"Nós possuímos mil vacas leiteiras na fazenda. Nós as ordenhamos três vezes por dia", conta Böschen. Uma etapa de ordenha dura seis horas, incluindo a limpeza, e dela participam dez funcionários.

Milchkühe auf dem Böschen Bauernhof in Grasberg

Böschen possui mil vacas leiteiras

Para mostrar aos consumidores como é a ordenha e a fazenda, Böschen posta vídeos no portal My KuhTube. Os espectadores podem ver, por exemplo, como o pasto é cortado ou como agricultor marca os cordeiros recém-nascidos.

"Nem todo mundo tem a possibilidade de visitar uma fazenda. Mas se alguém está interessado, é ótimo ter acesso a essas informações pela internet", afirma o fazendeiro.

Agricultura na internet

O conceito da plataforma surgiu no final de 2012, quando a Associação da Indústria de Laticínios do Estado da Baixa Saxônia começou a pensar em projetos para mostrar ao público processos agrícolas.

"Nós percebemos que os consumidores estão cada vez mais interessados em saber a origem de sua comida. Com todos esses escândalos alimentares, as pessoas estavam ficando cada vez mais inseguras", conta Christine Licher, porta-voz da associação.

Então a organização escreveu para 50 agricultores, perguntando se eles gostariam de compartilhar sua rotina diária. Deles, 16 concordaram e agora recebem treinamento sobre como operar uma câmera de vídeo e como se comportar diante da câmera.

Segundo Licher, o treinamento era bem básico, pois eles não estavam à procura de atores profissionais. "Nós queríamos apresentar a realidade direto do estábulo", diz. O projeto se tornou um sucesso entre os consumidores. Desde o início, em maio de 2013, os 40 primeiros vídeos já renderam mais de 92 mil cliques.

Milchkühe auf dem Böschen Bauernhof in Grasberg

Vídeos são postados para mostrar rotina nas fazendas

Tendência mundial

Não são só os alemães que desejam saber mais sobre a comida que estão comprando. No Reino Unido, os consumidores podem recorrer ao Which. A organização inspeciona a rotulagem dos alimentos e confere se o alimento é produzido realmente no local determinado.

Segundo Meera Khanna, do Which, houve um aumento das chamadas compras éticas, ou seja, produtos orgânicos e regionais. Mas há também uma contratendência. "Algumas pessoas querem comprar mais eticamente, porém, com a crise econômica, eles estão sentido o aperto. O preço se tornou um fator relevante", afirma Khanna.

A compra ética se tornou popular, e cada vez mais as pessoas querem saber a origem da sua comida. Böschen, o agricultor do norte alemão, se preocupa muito com o cuidado dos seus animais. "Vacas são a minha paixão. Uma vaca é vida, natureza. Ela produz leite que é valioso e bom para nós. Por isso a vaca é, na minha opinião, a criatura mais fascinante do planeta", afirma.

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