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Angola

Defesa dos 15+2 volta a criticar morosidade do julgamento

"Até agora, [o Ministério Público] não trouxe prova nenhuma", afirmou um dos advogados dos 17 ativistas angolanos acusados de prepararem uma rebelião, no fim da terceira semana de julgamento.

Já passaram três semanas de julgamento e, até agora, segundo a defesa, ainda não ficou provado que os 17 jovens ativistas angolanos estavam a preparar uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, como considera a acusação.

"Até agora, [o Ministério Público] não trouxe prova nenhuma. Se não tem prova, não pode ficar aí a fazer interrogatório à base de presunções e do que é o que o livro dizia ou [os réus] pretendiam com o livro", disse o advogado de defesa David Mendes, na sexta-feira (04.12), à agência de notícias Lusa.

Angola Anwalt David Mendes

Advogado David Mendes representa quatro dos réus no processo

Mendes está insatisfeito com a morosidade do julgamento - até agora, foram ouvidos nove dos 17 réus.

O advogado critica não só à conduta do Ministério Público, mas também à posição do juiz da causa, por "permitir" que os procuradores continuem a ditar para a ata, "demoradamente", perguntas que ficam sem resposta pelos réus, alegadamente para "ganhar tempo e demonstrar que existe um julgamento sério".

Alternância "por eleições"

O ativista Albano Bingo-Bingo, que em outubro realizou uma greve de fome em protesto contra a sua detenção, foi ouvido sexta-feira.

Os juízes perguntaram se o ativista tinha a pretensão de destituir o Presidente da República. Bingo-Bingo terá respondido: "Defendo a alternância do poder, mas por via das eleições", disse, citado pelo site Rede Angola.

O arguido Hitler Jessia Chiconda "Samussuku" sentiu-se mal durante a sessão e pediu ao juiz para ser assistido pelos médicos. Uma fonte dos Serviços Penitenciários informou o Rede Angola que o ativista "passou mal devido ao cansaço" mas estava a recuperar.

Além de Bingo-Bingo e "Samussuku", até agora também foram ouvidos os ativistas Manuel Baptista Chivonde Nito Alves, Domingos da Cruz, Nuno Álvaro Dala, Afonso Matias "Mbanza Hamza", Inocêncio de Brito, Luaty Beirão e Arante Kivuvu.

Prozess gegen Aktivisten in Angola

Alguns dos 15+2, acusados de prepararem uma rebelião

Decisão só em 2016?

O julgamento deverá prosseguir na segunda-feira (07.12). A defesa espera que uma semana chegue para terminar de ouvir os ativistas. Depois, seguir-se-ão audições de peritos.

Apesar do ritmo aparentemente mais célere na condução do julgamento iniciado a 16 de novembro, o advogado David Mendes admitiu que o tribunal só venha a decidir sobre este caso em 2016.

"Não acredito que ainda em dezembro haja uma decisão", reconheceu o também dirigente da Mãos Livres, associação de defesa dos direitos humanos formada por advogados angolanos e que representa quatro dos réus neste processo.

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