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Angola

Continua solidariedade com ativistas angolanos

Uma concentração de solidariedade com o ativista angolano Nuno Dala, em greve de fome há mais de um mês, está agendada para quarta-feira em Lisboa. No fim-de-semana, as autoridades reprimiram uma manifestação em Luanda.

Na próxima quarta-feira (13.04), Nuno Dala, um dos 17 presos políticos condenados a 28 de março, pelo Tribunal de Luanda, a quatro anos e seis meses de prisão por "atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores", completará 35 dias de greve de fome.

Desde o dia 10 de março, tem sido essa a forma de o professor universitário, de 31 anos, protestar pelo facto de não lhe terem sido devolvidos os seus exames de saúde e cartões multibanco, confiscados a 20 de junho de 2015.

"Nuno Dala é diabético e o seu estado de saúde nesta altura é obviamente crítico. E se não tiver um acompanhamento adequado, urgentemente, este processo poderá tornar-se ainda mais trágico", alertam os organizadores de uma concentração de solidariedade com o ativista que terá lugar na quarta-feira, na capital portuguesa, no Largo Jean Monet, onde se situa a representação do Parlamento Europeu em Lisboa.

A família do professor universitário, pai de uma bebé de dez meses, depende dele para sobreviver. "Os cartões permitiriam à sua família acesso ao dinheiro que necessitam para ultrapassar as dificuldades financeiras que estão a viver", sublinham ainda os organizadores da acção de solidariedade.

O diretor dos Serviços Penitenciários de Angola, António Fortunato, garante que os ativistas condenados "estão bem" e que, apesar de "preocupante", o caso de Nuno Dala está em vias de ser resolvido, disse numa em entrevista recente à agência de notícias Lusa. "Os médicos diariamente falam com ele. Mas estamos preocupados. Já fizemos tudo, já colocamos psicólogos a interagir com ele, para o demover, mas ele continua", sublinhou.

Manifestações reprimidas

No sábado (09.04), na capital angolana, Luanda, as autoridades angolanas voltaram a reprimir uma manifestação promovida pelo Movimento Revolucionário, desta vez em solidariedade com os 17 ativistas, o ativista de Cabinda Marcos Mavungo, condenado no ano passado a seis meses de prisão, e o líder religioso José Julino Kalupeteka, condenado a 28 anos de prisão na passada terça-feira (05.04).

A quantidade de efetivos da Polícia Nacional destacada travar o protesto não permitiu que os manifestantes chegassem ao Largo da Independência, local onde deveria acontecer a manifestação. O espaço estava vedado e vigiado por um forte aparato policial, com agentes a revistarem todos os que passavam por aquela zona da cidade.

Nas imediações do Largo da Independência há várias escolas onde estudam muitos adolescentes. Segundo o jornalista Salgueiro Vicente, que passou pelo local, até os alunos que saíam da escola foram submetidos a revista. "É bastante complicado ter um Governo que tem medo de simples manifestantes. Vi crianças a serem revistadas quando estavam a sair da escola", contou à DW África.

Alguns manifestantes denunciaram agressões protagonizadas pelas forças policiais. Cerca de 10 pessoas foram detidas. Entretanto, já todas foram libertadas, confirmou Marley Hibraim, um dos apoiantes da manifestação.

"Fomos submetidos a tratamentos cruéis. Deram-me com dois porretes", relata o manifestante. "Prendiam qualquer pessoa que passasse no Largo Primeiro de Maio. Por esse motivo chegaram a prender dois jovens que se dirigiam para a igreja". A Polícia Nacional ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Ouvir o áudio 02:21

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