Violência marca retomada de debate sobre reforma da previdência na Argentina | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 18.12.2017
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América Latina

Violência marca retomada de debate sobre reforma da previdência na Argentina

Congresso retoma discussão sobre projeto de Macri em meio ao caos causado por confrontos entre manifestantes e policiais. Violência deixa mais de cem feridos. Central sindical inicia paralisação de 24 horas.

Manifestantes entraram em confronto com policiais durante protesto em Buenos Aires

Manifestantes entraram em confronto com policiais durante protesto em Buenos Aires

Uma greve geral e protestos violentos marcaram nesta segunda-feira (18/12) a retomada do debate sobre a controversa reforma da previdência no Congresso argentino, em Buenos Aires. Apesar de pedidos da oposição para suspender a sessão devido ao caos que tomou conta da praça em frente à sede do Legislativo, o debate foi mantido.

Centenas de pessoas se reuniram em frente ao Congresso para protestar contra a reforma. Os confrontos começaram pouco antes do início da sessão parlamentar. Manifestantes jogaram pedras contra a polícia, que respondeu com balas de borracha e gás lacrimogêneo. A violência se agravou depois de que alguns manifestantes começaram a atirar rojões, queimar objetos e a fazer barricadas com as grades que cercam o Congresso.

A situação chegou a tal ponto que, apesar da determinação de que caberia somente à polícia de Buenos Aires – que responde ao governo local – a realização da operação segurança em torno do Congresso, decidiu-se pela intervenção de agentes da Polícia Federal e da Gendarmeria, uma força de natureza militar que responde diretamente ao Executivo nacional.

Manifestantes entraram em confronto com policiais durante protesto em Buenos Aires

Mais de cem pessoas ficaram feridas

Mais de cem pessoas ficaram feridas, sendo ao menos 48 policiais. Entre os feridos há também aposentados e jornalistas. Os feridos tiveram traumatismos diversos, inclusive oculares e de crânio, e precisaram ser levados a um centro médico, afirmaram fontes do Ministério de Justiça e Segurança da cidade. A polícia deteve ainda cerca de 60 pessoas.

"Não temos ninguém para nos defender. Na minha idade, venho aqui para defender minhas contribuições de 30 anos", afirmou a aposentada Cristina Sanmero, de 70 anos, que participou do protesto.

Além da manifestação, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), o maior sindicato argentino, deu início no meio dia desta segunda-feira a uma greve geral de 24 horas. A paralisação levou ao cancelamento de centenas de voos em Buenos Aires e nos principais aeroportos do país. A ação atingirá ainda o sistema de transporte público da capital argentina.

A Argentina enfrenta uma onda de protestos contra a reforma da previdência há semanas. Na última quinta-feira, os manifestantes conseguiram interromper a votação do projeto.

O principal ponto da controversa reforma previdenciária do presidente Mauricio Macri, já aprovada pelo Senado, é a mudança na maneira como são calculados os aumentos das receitas de pensão.

Enquanto a atual lei estabelece um ajuste semestral com base numa mistura entre a arrecadação da Seguridade Social e a variação salarial, o mecanismo que o governo propõe determina que esse ajuste será trimestral e calculado entre a inflação e os aumentos de salários. Críticos afirmam que a reforma reduzirá os pagamentos de pensões, bem como a ajuda para algumas famílias pobres.

CN/efe/ap

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