Venezuela prende 13 após denúncia de plano para derrubar Maduro | Notícias internacionais e análises | DW | 27.06.2019
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América Latina

Venezuela prende 13 após denúncia de plano para derrubar Maduro

Entre os detidos está um general das Forças Armadas. Regime chavista acusou grupo de planejar um golpe de Estado e tentar assassinar cúpula do governo.

Venezuela Krise | Nicolas Maduro, Präsident in Caracas (Reuters/Miraflores Palace)

Maduro afirmou que será implacável em conduzir uma "contraofensiva revolucionária" a uma "tentativa de golpe fascista"

Treze pessoas foram presas na Venezuela, entre elas um general das Forças Armadas, acusadas de participação num complô de "golpe de Estado", informou nesta quinta-feira (27/06) o ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, que vinculou ainda o suposto movimento ao líder opositor Juan Guaidó.

"Qual foi a consequência das ações criminosas desses golpistas? A prisão", disse Rodríguez numa declaração transmitida pela emissora estatal VTV, na qual apresentou os nomes dos 13 detidos, entre eles o general de brigada Miguel Sisco Mora, que qualificou como "comandante da operação".

Na quarta-feira, o regime chavista havia denunciado o suposto complô, que teria por objetivo matar Nicolás Maduro, a primeira-dama Cilia Flores e o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello. Os governos da Colômbia, Chile e Estados Unidos foram acusados de participação na suposta conspiração.

Pelo menos 12 militares e civis ainda são procurados por suspeita de envolvimento, acrescentou Rodríguez. Ele não incluiu Guaidó entre os participantes da ação, mas citou que ele estaria por trás da tentativa.

Minutos antes, o procurador-geral, Tarek William Saab, ligado a Maduro, anunciou ter aberto uma investigação criminal contra 14 "civis e militares na reserva" sobre "os crimes de conspiração, terrorismo, traição e conspiração para cometer crimes". Sisco Mora e os militares na ativa, que segundo Rodríguez estão entre os presos ou sendo procurados, não constam da lista divulgada.

Entre os investigados estão o ex-chefe de inteligência Manuel Cristopher Figuera e o general reformado Raúl Baduel, ministro da Defesa de Hugo Chávez (1999-2013), em prisão domiciliar desde 2017 após ter ficado preso entre 2009 e 2015.

É "um grupo totalmente subversivo, liderado por um eterno fracassado, usurpador do poder de maneira circense, o cidadão Guaidó", disse o procurador à imprensa. "Não são hipóteses, são provas", insistiu Rodríguez, divulgando vídeos e gravações de conversas telefônicas sobre a elaboração do "plano golpista".

Guaidó, autoproclamado presidente interino e reconhecido no cargo para mais de 50 países, rebateu as acusações, definindo-as como "novela". A denúncia surge cerca de dois meses depois de uma fracassada tentativa de levante militar liderada pelo oposicionista.

Na quarta-feira, Maduro já havia anunciado rigor, caso ocorresse uma tentativa de golpe de Estado no país. Durante um evento com militantes, exibido em rede nacional de rádio e TV, afirmou que seria implacável em conduzir uma "contraofensiva revolucionária" a uma "tentativa de golpe fascista". "O que pode vir, não tomem isso como uma advertência ou como uma ameaça, o que pode vir é uma revolução mais radical, uma revolução mais profunda", avisou.

JPS/afp/efe

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