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UE disponibilizará 1 bilhão de euros para ajudar refugiados

24 de setembro de 2015

Recursos serão repassados para agências internacionais e empregados em países vizinhos da Síria. Em reunião emergencial, líderes da UE anunciam postos europeus de registro de refugiados na Itália e na Grécia.

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Foto: picture-alliance/AP Photo/B. Hussein

Os líderes da União Europeia (UE) concordaram nesta quinta-feira (24/09), em Bruxelas, em disponibilizar 1 bilhão de euros para agências internacionais que administram campos de refugiados em países vizinhos da Síria.

Os recursos serão repassados para o programa alimentar mundial da ONU e para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). "Vamos aumentar a ajuda ao Líbano, Jordânia, Turquia e outros países da região", afirmou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, após a cúpula emergencial da UE sobre a crise migratória na Europa.

Os líderes concordaram também em criar postos europeus de registros de refugiados na Itália e na Grécia até o final de novembro. A medida deseja identificar e filtrar rapidamente migrantes que desejam asilo na Europa por motivos econômicos.

"As medidas que decidimos hoje não acabarão com a crise. Mas são passos necessários na direção certa", disse Tusk no final da reunião que durou mais de sete horas.

Entre as propostas discutidas no encontro estão o reforço nas patrulhas de controle de fronteiras da UE e o aumento do apoio ao Líbano, Turquia e Jordânia devido aos milhões de refugiados que chegam nesses países vindos da Síria.

Um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que a UE registre 1 milhão de pedidos de asilo em 2015 e que até 450 mil pessoas recebam o status de refugiado.

Na terça-feira, a maioria dos ministros europeus do Interior aprovou a controversa realocação de 66 mil refugiados que estão em centros de acolhimento na Grécia e na Itália. E, em 2016, serão distribuídas outras 54 mil pessoas que estão vivendo em abrigos na Hungria.

Negociações com Assad

No final da cúpula emergencial, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, defendeu a presença do presidente sírio, Bashar al-Assad, em qualquer negociação que vise o fim da guerra civil que já dura quatro anos na Síria.

"Nós temos que falar com vários atores, isso inclui Assad e outros também. Não somente com os Estados Unidos, Rússia, mas também com parceiros regionais importantes, Irã e países sunitas, como a Arábia Saudita", ressaltou Merkel.

CN/dpa/rtr/apf/ap