União Europeia diz estar no rumo para cumprir metas de Kyoto | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 12.11.2009
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Ciência e Saúde

União Europeia diz estar no rumo para cumprir metas de Kyoto

Ao assinar o Protocolo de Kyoto, os então 15 países da UE se comprometeram a reduzir emissões em 8% até 2012. Prognósticos indicam que meta poderá ser ultrapassada. Anúncio vem a tempo para cúpula de Copenhague, diz UE.

default

Dimas: UE cumpre suas obrigações

A União Europeia está no caminho certo para cumprir suas metas internacionais com relação ao clima, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira (12/11) pela Comissão Europeia em Bruxelas. De acordo com o documento, a emissão de gases do efeito estufa foi reduzida em 5% até 2007, em comparação com os anos de 1990 e 1995, dependendo do país e do gás emitido.

Ao assinar o Protocolo de Kyoto em 1997, os então 15 integrantes da UE se comprometeram a reduzir suas emissões em 8% até 2012. Novos prognósticos indicam que essa meta poderá até ser ultrapassada, com o nível de redução chegando a 13%.

Os atuais 27 países-membros da UE não possuem uma meta comum, apenas metas individuais, à exceção das ilhas Malta e Chipre. Excetuando a Áustria, todos deverão alcançar os objetivos estipulados, mesmo que alguns dependam da compra de caros direitos de emissão, como no caso da Itália e Espanha, afirmou o comissário de Meio Ambiente da EU, Stavros Dimas.

Medidas como a criação de áreas de reflorestamento, que absorvem o dióxido de carbono, podem render à UE mais um ponto porcentual, indica o relatório. Também o financiamento de projetos de proteção climática em países em desenvolvimento pode ajudar os europeus a melhorar seu índice em cerca de 2,4%. Essas medidas, previstas explicitamente no Protocolo de Kyoto, fazem com que a UE possa até mesmo ultrapassar sua meta para 2012, ressaltou Dimas.

A Alemanha ultrapassou em 1,4 ponto percentual a redução de 21% a que havia se comprometido. O país reduziu suas emissões em 22,4% até 2007. Nações que ultrapassaram suas metas podem vender seus certificados de emissão, fato que observado especialmente no Leste Europeu, onde a indústria pesada foi praticamente desmantelada após a queda da Cortina de Ferro. A Polônia, por exemplo, conseguiu reduzir suas emissões até 2007 em quase 30%, indo muito além dos 6% estipulados.

Lars Loekke Rasmussen Ministerpräsident Dänmark

Rasmussen pede a líderes que compareçam a Copenhague

Segundo Dimas, os números da UE vêm “na hora certo”, pouco antes de a comunidade internacional se reunir para negociar em dezembro em Copenhague um documento que substituirá o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. “Isso mostra que a Europa leva a sério suas obrigações internacionais”, afirmou. Países como Japão, Austrália ou Canadá, que não conseguirão atingir suas metas, devem se inspirar no exemplo europeu, disse.

A meta da conferência de Copenhague, insiste Dimas, deve ser a assinatura de um protocolo que represente um compromisso jurídico dos países participantes. “Mas claro que não somos dogmáticos, em negociações devemos ser flexíveis”, ressalvou.

Especialistas são céticos se será mesmo possível alcançar na Dinamarca algo mais que a assinatura de um acordo geral, que seria reformulado nos meses seguintes. Um dos motivos é que nos Estados Unidos a lei nacional de proteção climática ainda não foi aprovada pelo Senado.

O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Loekke Rasmussen, anunciou ter despachado convites oficiais a 191 líderes mundiais para que compareçam à conferência, afirmando que a participação deles é fundamental para o sucesso do evento.

Os convites foram remetidos aos países-membros da ONU através das missões diplomáticas dinamarquesas. Pelo menos 40 líderes afirmaram que planejam ir a Copenhague. Entre eles, estão o presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que deve comparecer, caso um acordo pareça possível e sua presença seja capaz de ajudar que ele se realize.

MD/afp/ap/dpa
Revisão: Rodrigo Rimon

Leia mais