União Européia condena atentado terrorista em Islamabad | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.09.2008
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

União Européia condena atentado terrorista em Islamabad

UE reafirma solidariedade ao Paquistão e diz que está ao lado do país na luta contra o terrorismo. Explosão em frente a hotel mata mais de 50 pessoas e fere cerca de 260. Embaixador tcheco está entre as vítimas fatais.

default

Explosão numa área de alta segurança causa a destruição do hotel de luxo Marriott (ao fundo)

Os países ocidentais condenaram com veemência o atentado terrorista que causou mais de 50 mortos e cerca de 260 feridos em Islamabad neste sábado (20/09). Em comunicado, a União Européia (UE) manifestou sua solidariedade às autoridades paquistanesas e afirmou que, "mais do que nunca", está do lado do governo paquistanês na luta contra o terrorismo.

Os Estados Unidos também condenaram o atentado. Por meio de um porta-voz, o presidente George W. Bush apresentou suas condolências às famílias de todos os desaparecidos "neste brutal atentado". Para o governo dos EUA, o ataque é "um alerta da ameaça que enfrentamos."

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que a Alemanha continuará apoiando o Paquistão nos seus esforços em favor da estabilidade e da prosperidade. O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Miliband, disse que o atentado foi uma ação vergonhosa que reforça a determinação de seu país de combater a violência e o extremismo no Paquistão.

Bombenanschlag in Islamabad Pakistan

Chamas arderam a noite inteira e destruiram o prédio

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse que agirá com ainda mais rigor contra o terrorismo. "O terrorismo é um câncer no Paquistão. E estamos decididos a libertar o país desse câncer", afirmou em discurso televisivo logo após o atentado. O Paquistão é considerado um dos principais aliados do Ocidente na luta contra o terrorismo.

Mais de 50 mortos

O pior ataque da história da capital paquistanesa matou ao menos 53 pessoas, segundo números divulgados pelo chefe da polícia de Islamabad, Asghar Raza Gardezi, na manhã deste domingo. Outras 260 ficaram feridas. Equipes de resgate trabalham nos escombros do hotel em busca de mais vítimas, o que pode elevar ainda mais o total de mortos e feridos.

Entre os mortos está o embaixador da República Tcheca no Paquistão, Ivo Zdarek, de 47 anos, cuja morte foi confirmada pelo governo do país europeu. O corpo do diplomata foi removido dos escombros na manhã deste domingo. Também um cidadão dos EUA foi identificado como uma das vítimas fatais.

O Ministério alemão das Relações Exteriores confirmou que ao menos sete alemães estão entre os feridos. A imprensa local afirma que há um alemão entre os mortos, mas o governo da Alemanha não confirmou a informação.

Bombenanschlag in Islamabad Pakistan

O saguão do hotel Marriott após o atentado

Entre os desaparecidos está um diplomata dinamarquês, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca. A maior parte das vítimas fatais – 39, até o momento – são funcionários do hotel, entre eles três estrangeiros.

Uma tonelada de explosivos

Segundo a emissora de televisão paquistanesa Geo-TV, que cita fontes policiais, um caminhão com cerca de mil quilos de explosivos foi conduzido até a frente do hotel Marriott após um carro romper a barreira de segurança. A ação ocorreu por volta das 20h locais (11h de Brasília).

O atentado suicida abriu uma cratera de 3 metros de profundidade e 6 metros de diâmetro na frente do hotel. O caminhão explodiu a apenas 30 metros da entrada do estabelecimento, que fica numa região de alta segurança de Islamabad, a cerca de 500 metros das residências do presidente e do primeiro-ministro do Paquistão.

A detonação dos explosivos destruiu a fachada do hotel e causou a explosão de tubos de gás, o que fez o incêndio se propagar pelo prédio. O hotel de luxo, que tem mais de 250 quartos e seis restaurantes, foi completamente destruído pelas chamas, que duraram a noite inteira. No momento da explosão havia centenas de pessoas no local, que era freqüentado pela elite paquistanesa e por estrangeiros.

Leia mais