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UE: Prisão de prefeito de Caracas é alarmante

24 de fevereiro de 2015

Acusado de conspiração, Antonio Ledezma foi preso depois de assinar o chamado "acordo de transição", que pede a saída de Maduro do governo venezuelano. Partido da oposição denuncia invasão a sedes.

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Antonio Ledezma Venezuela
Antonio Ledezma foi preso na semana passadaFoto: picture-alliance/Miguel Gutierez

A União Europeia (UE) qualificou de alarmante a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e pediu ao governo venezuelano respeito à liberdade de expressão e aos direitos fundamentais. Ledezma foi preso na semana passada, sob acusação de conspirar contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

"A recente prisão do prefeito de Caracas e líder veterano da oposição, Antonio Ledezma, é motivo para alarme, assim como as informações sobre a suposta intimidação e maus-tratos de outros líderes da oposição na prisão e de estudantes que participaram dos protestos no ano passado", afirmou o Serviço Europeu de Ação Exterior (Seae).

O Seae afirmou ainda que as autoridades do país têm que garantir que as acusações contra os detidos sejam investigadas rápida e imparcialmente, "com respeito ao princípio de presunção da inocência e seguindo os devidos trâmites legais".

Preso na quinta-feira passada, Ledezma é um dos incentivadores do chamado "acordo de transição", uma iniciativa considerada por Maduro como uma prova de conspiração. O Ministério Público decidiu que ele ficará detido até o tribunal responsável decidir se irá a julgamento.

O acordo, que também conta com o apoio de outros opositores – como a ex-deputada Maria Corina Machado e Leopoldo López, detido há um ano – pede a renúncia de Maduro, a fim de que a Venezuela possa dar um passo para a "reconstrução".

Invasão a sedes do Copei

Nesta terça, o partido democrata-cristão Copei denunciou que pelo menos 12 das suas sedes foram tomadas por homens armados, no mesmo dia em que anunciou que subscreveria o "acordo de transição".

A denúncia foi feita pelo presidente do Copei, Roberto Enríquez, que disse que o último ataque ocorreu em Caracas, onde vários militantes e simpatizantes ficaram retidos durante horas. Segundo ele, a polícia não respondeu aos chamados do partido.

MSB/efe/lusa