UE insiste que países-membros acolham refugiados menores | Notícias internacionais e análises | DW | 24.12.2019
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União Europeia

UE insiste que países-membros acolham refugiados menores

Déficit de postos de acolhimento na Grécia supera 3 mil. Berlim rejeita apelo de Bruxelas, apostando em "solução europeia". Ainda assim, alguns estados alemães se dispõem a receber refugiados menores desacompanhados.

Mulheres e jovens refugiados

Políticos e ONGs descrevem condições em acampamentos nas ilhas gregas como "catastróficas"

A Comissão Europeia renovou nesta terça-feira (24/12) seu apelo à Alemanha e outros Estados-membros da União Europeia para demonstrarem solidariedade, acolhendo menores refugiados desacompanhados dos campos de recepção lotados na Grécia.

Na véspera, Berlim respondera negativamente ao pedido original do órgão sediado em Bruxelas: "Estamos procurando, para o futuro, uma solução europeia", declarou a vice-porta-voz do governo, Ulrike Demmer. Diante da resistência de países como a Hungria e a Polônia, contudo, é improvável que vá haver uma "solução europeia" para a relocação das crianças e adolescentes.

O presidente do Partido Verde alemão, Robert Habeck, desencadeou novo debate ao insistir que o país receba até 4 mil menores alojados nas ilhas gregas. A sugestão lhe valeu uma apreensão do ministro do Interior Horst Seehofer, que o acusou de "política desonesta". Falando ao jornal Süddeutsche Zeitung, o político social-cristão frisou que há meses vem advertindo de uma nova onda de refugiados, mas "não fui levado a sério por gente demais".

Seehofer alegou, ainda, que Berlim já estaria fornecendo "ajuda em grande escala" nos acampamentos gregos. "Nós agimos", enquanto ele não nota que Habeck estivesse fazendo qualquer coisa para resolver o problema e, em vez disso, "chega neste momento transparente com uma proposta inútil".

Segundo dados de 20 de dezembro da Comissão Europeia, nas "ilhas hotspot" de Lesbos, Chios, Samos, Leros e Kos, estavam registrados 1.922 menores desacompanhados. Em sua maioria, porém, eles estão acima dos 14 anos de idade, não sendo mais considerados crianças, segundo a lei alemã de proteção aos menores, e sim jovens.

Em toda a Grécia havia, no fim de novembro, 5.276 menores refugiados, dos quais 9% com menos de 14 anos, e, segundo o National Centre for Social Solidarity, responsável por eles, há apenas 2.216 postos de acolhimento disponíveis, ou seja, um déficit de mais de 3 mil.

Apesar do posicionamento do governo federal alemão, o secretário do Interior da Baixa Saxônia, Boris Pistorius, pediu a Seehofer permissão para receber os jovens. "Não podemos mais ver a miséria deles sem agir", comentou ao jornal Tagesspiegel. Trata-se de uma medida humanitária isolada, "que devemos a nós mesmos e a nossos valores", prosseguiu o político social-democrata. Os estados da Turíngia e Berlim igualmente sinalizaram disposição de acolher jovens refugiados.

Segundo o diretor da rede humanitária católica Caritas International, Oliver Müller, "a situação nas ilhas gregas exige ação imediata", e as circunstâncias nos acampamentos são "dramáticas", impondo condições "catastróficas" aos seres humanos lá alojados.

AV/afp,dpa

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