UE impõe-se novas metas econômicas e sociais até 2020 | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.03.2010
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Mundo

UE impõe-se novas metas econômicas e sociais até 2020

Apresentada em Bruxelas a "Estratégia Europa 2020", com metas de crescimento econômico e criação de empregos. Plano deverá preparar a UE para a próxima década, sem ignorar as diferenças entre os países da comunidade.

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Barroso apresenta estratégia em Bruxelas

A nova estratégia econômica e de crescimento para os 27 países-membros do bloco, apresentada por Durão Barroso nesta quarta-feira (03/03) em Bruxelas, vem substituir a Estratégia de Lisboa de 2000, que falhou claramente em suas ambiciosas metas e que, de qualquer forma, expira neste ano.

As novas metas econômicas e sociais de Barroso precisam ainda do aval dos 27 Estados-membros da UE, como também da aprovação do Parlamento Europeu.

Objetivos concretos e mensuráveis

No ano 2000, os chefes de Estado e governo da UE se propuseram a tornar a União Europeia a região mais competitiva e dinâmica do mundo até 2010. Com o novo documento estratégico, a Comissão da UE põe fim aos devaneios, como o de querer se tornar o primeiro bloco econômico do mundo. Em vez disso, Barroso mencionou metas concretas e mensuráveis a serem alcançadas até 2020, principalmente nas áreas de educação, pesquisa e trabalho.

A taxa média de emprego deverá ser elevada de 69% para 75% entre a população ativa. Em vez dos atuais 30%, a UE pretende aumentar para 40% a porcentagem daqueles que concluíram curso superior após o ensino médio, com a concomitante redução da taxa de evasão escolar para menos de 10%.

As despesas com pesquisa por parte do Estado e empresas deverão ser elevadas para 3% do Produto Interno Bruto. A Comissão pretende ainda aumentar a produção de energia renovável, reduzindo ao mesmo tempo o consumo energético. Outra meta da estratégia de Barroso é a redução do número de pessoas pobres na Europa.

Com esse ponto, Barroso procura esvaziar críticas da esquerda. Martin Schulz, líder da bancada socialista no Parlamento Europeu, acusara Barroso de não levar suficientemente a sério os problemas sociais na Europa. Atualmente, a pobreza ameaça 80 milhões dos 500 milhões de europeus.

EU Flaggen im Wind Symbolbild

Até 2004, a UE tinha 15 países-membros

Respeito à individualidade

Em Bruxelas, Durão Barroso sublinhou o caráter diferenciador da nova estratégia econômica europeia para a próxima década, que levará em conta a situação específica de cada país.

Segundo Barroso, uma diferença fundamental em relação à Estratégia de Lisboa é o fato de o novo plano atender à diversidade da União Europeia (UE), que agora conta com 27 Estados-membros, em vez dos 15 de dez anos atrás.

"As situações são muito diversas nos 27 Estados-membros e por isso estamos a propor objetivos de conjunto para a Europa, mas vamos agora pedir a cada Estado-membro que apresente o seu plano para atingir os seus próprios objetivos", explicou.

O presidente da Comissão comparou essa concepção a aquela já utilizada no pacote climático e energético adotado recentemente pela UE, "onde há objetivos globais, mas cada país tem o seu plano específico".

Autor: Christoph Hasselbach / Carlos Albuquerque

Revisão: Simone Lopes

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