UE condena violência estatal síria em funerais de mortos em protestos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 24.04.2011
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Mundo

UE condena violência estatal síria em funerais de mortos em protestos

Repressão é "assustadora e intolerável", diz Catherine Ashton. Após ONU e diversos governos ocidentais, Rússia pede à "amiga" Síria que atenda exigências de manifestantes. Damasco fala de "bando criminoso armado".

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Manifestações na Síria começaram em meados de março

A União Europeia (UE) condenou rigorosamente a repressão violenta às manifestações de opositores ao regime de Bashar al-Assad pela polícia síria. A alta representante de Política Exterior da UE, Catherine Ashton, exigiu que a violência cessasse imediatamente.

Ela disse considerar "assustador e intolerável" o procedimento das autoridades sírias, e exigiu "reformas políticas profundas". Estas deveriam começar "agora e obedecer a um cronograma concreto", acrescentou a chefe da diplomacia europeia.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, classificou como "inaceitável" a violência contra manifestantes pacíficos na Síria: "O governo alemão a condena com todo rigor", declarou.

Tanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, quanto diversos governos ocidentais já haviam se manifestado contra a repressão. Agora, até mesmo a Rússia se uniu ao coro de críticas. Num comunicado, o Ministério do Exterior de Moscou denominou a Síria como "amiga", porém instou Damasco a atender as exigências dos manifestantes.

Unruhen in Syrien Flash-Galerie

Procissão de funeral em Izraa, na Síria

Primeiras demissões

Desde o início dos protestos, em 15 de março, as forças de segurança e franco-atiradores já mataram mais de 300 manifestantes, segundo informações reunidas pela Anistia Internacional e ativistas sírios.

No sábado (23/04), foram mortos a tiros pelo menos 14 participantes do funeral pelas vítimas do que a oposição está chamando de "massacre da sexta-feira". Em protesto à violência oficial, dois deputados e um mufti (pregador islâmico) da cidade de Daraa, importante núcleo das manifestações, renunciaram .

Estudantes de Daraa e da capital conclamaram uma greve de todas as universidades do país, até que cessem os massacres e "todos os prisioneiros por consciência ou por opinião sejam libertados". Eles exigem ainda "justiça" para todos os responsáveis pela matança.

Segundo ativistas, em face dos funerais previstos para este domingo, a polícia síria revistou casas e prendeu oposicionistas. Entre os detidos encontra-se Daniel Saud, presidente do Comitê de Defesa das Liberdades Democráticas e dos Direitos Humanos na Síria.

Enquanto isso, o regime apresenta os protestos de massa como ataques criminosos contra as forças de segurança. A agência estatal de notícias Sana noticiou que cinco membros de uma unidade do Exército foram mortos neste domingo em Daraa por um "bando criminoso armado".

Em reação, os soldados teriam fuzilado dois dos atacantes, e um terceiro teria sido morto em outra parte da província.

AV/dw/dpa/rtr/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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