TV da China cancela jogo por crítica de Özil sobre uigures | Notícias internacionais e análises | DW | 15.12.2019
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Esporte

TV da China cancela jogo por crítica de Özil sobre uigures

"Irmãos muçulmanos são enviados para campos de internamento", postou meio-campista de origem turca Mesut Özil. Associação de futebol da China condena, transmissão de partida do Arsenal pela Premier League é cancelada.

Mesut (picture-alliance/Photoshot)

Özil se manifesta por direitos humanos dos uigures

A emissora estatal chinesa CCTV retirou de sua programação deste domingo (15/12) a partida de futebol entre Arsenal e Manchester City pela Premier League da Inglaterra, em reação a críticas do meio-campista Mesut Özil à política de Pequim para com a minoria islâmica dos uigures.

"Alcorões estão sendo queimados. Mesquitas sendo fechadas. Escolas muçulmanas sendo banidas. Eruditos religiosos, assassinatos. Irmãos estão sendo enviados para campos [de internamento] à força", postou no Twitter e Instagram o jogador alemão de ascendência turca.

Sobre um campo azul com uma lua crescente branca – a bandeira do que os separatistas uigures denominam "Turquistão Oriental" – ele escreveu, em idioma turco: "Os muçulmanos estão silenciosos. Sua voz não está sendo escutada."

O Arsenal, em que joga Özil, distanciou-se das críticas, alegando que os comentários de eram opinião pessoal do craque e que o clube se mantém longe de política. O canal de esportes da CCTV substituiu a partida programada para transmissão ao vivo por um jogo gravado entre Tottenham e Wolverhampton Wanderers.

A Associação Chinesa de Futebol (CFA) condenou as postagens: "Os comentários de Özil são sem dúvida dolorosos para os torcedores chineses, e ao mesmo tempo também magoam os sentimentos do povo chinês. Isso é algo que não podemos aceitar", teria dito uma autoridade não identificada da CFA ao The Paper, veículo de comunicação patrocinado por Pequim.

Segundo ativistas dos direitos humanos e as Nações Unidas, cerca de 1 milhão de uigures e outras minorias estão detidos em campos de alta segurança. Inicialmente o governo chinês negou a existência das instalações, mas agora as descreve como escolas vocacionais visando conter o ímpeto do extremismo islâmico e da violência.

AV/afp,rtr,dpa

_________________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 
App | Instagram | Newsletter

Leia mais