Tufão mais forte dos últimos 25 anos atinge costa do Japão | Notícias internacionais e análises | DW | 04.09.2018

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Mundo

Tufão mais forte dos últimos 25 anos atinge costa do Japão

Tempestade e ventos fortes geram novas inundações e alertas de evacuação para mais de um milhão de pessoas, aumentando o número de mortes causadas pelo mau tempo nos últimos meses.

Tufão Jebi é o 21º a atingir o Japão apenas nessa temporada

Tufão Jebi é o 21º a atingir o Japão apenas nessa temporada

O Japão foi atingido nesta terça-feira (04/09) pelo tufão mais forte dos últimos 25 anos na região, gerando alertas de evacuação para mais de um milhão de pessoas e o cancelamento de centenas de voos em razão das chuvas e ventos fortes.

A tempestade apelidada de Jebi – que significa "engolir" em coreano – é o mais recente de uma série de fenômenos meteorológicos que vêm afetando o país durante o verão do hemisfério norte, com deslizamentos de terra, enchentes e recorde de temperaturas altas que, em conjunto, mataram mais de 200 pessoas no mês de julho.

Segundo a imprensa local, houve duas mortes, incluindo uma pessoa na cidade de Higashiomi, que morreu quando ventos fortes atribuídos ao Jebi derrubaram um armazém. O 21º tufão a atingir o Japão apenas nessa temporada deixou também dezenas de feridos.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, cancelou uma viagem ao oeste do país e convocou uma reunião de emergência.

Ele pediu que a população na área afetada deixasse a região o mais cedo possível e afirmou que o governo tomará todas as medidas necessárias para proteger as pessoas. "Peço aos japoneses que ajam para proteger suas vidas, incluindo se prepararem para uma pronta evacuação", afirmou.

A agência meteorológica do país alertou para novos deslizamentos de terra, marés altas, enchentes, trovoadas e tornados em uma ampla área do arquipélago japonês.

O chefe de previsões do tempo da agência afirmou que esse foi o tufão mais forte registrado no país desde 1993. Segundo a emissora pública japonesa NHK, em alguns locais as enchentes registradas foram as mais altas desde a passagem de um tufão em 1961.

Os serviços de meteorologia afirmam que ventos poderiam atingir até 216 quilômetros por hora

Os serviços de meteorologia afirmam que ventos poderiam atingir até 216 quilômetros por hora

Uma das duas pistas de pousos e decolagens do aeroporto internacional de Kansai, em Osaka, foi inundada, além de depósitos de carga e outras instalações. Mais de 780 voos foram cancelados.

Os fortes ventos fizeram com que um navio petroleiro de 2,5 mil toneladas colidisse com uma ponte de ligação com o aeroporto, construído sobre uma ilha artificial, danificando a estrutura. A embarcação estava descarregada e nenhum dos 11 tripulantes ficou ferido.

A tempestade atingiu primeiramente a ilha de Shikoku com ventos de até 208 quilômetros por hora e atravessou a parte leste da ilha principal, Honshu, próxima a Kobe, se dirigindo com rapidez para o norte do país.

Os serviços de meteorologia afirmavam que os ventos poderiam atingir até 216 quilômetros por hora. Segundo a NHK, meio milhão de pessoas ficaram sem energia elétrica no leste do país. A fábrica de automóveis Toyota cancelou os turnos de trabalho durante a noite em 14 unidades.

Imagens de televisão mostravam ondas fortes castigando o litoral. Em Kobe, alguns moradores afirmavam que os ventos chegaram a balançar os edifícios e arrancar galhos de árvores. Em Kyoto, cerca de 100 mm de chuva cobriram parte da cidade em apenas uma hora.

Segundo o serviço de meteorologia, algumas áreas poderão receber até 500 mm durante as 24 horas após o início da tempestade.

RC/rtr/afp/ap/dpa

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