Trump reclama de ″tom de ódio″ da imprensa americana | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 16.02.2017
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Mundo

Trump reclama de "tom de ódio" da imprensa americana

Em entrevista coletiva, presidente americano diz que mídia é desonesta e está fora de controle. "Eu não sou uma pessoa ruim", afirmou. NYT descreve performance do presidente como arrogante.

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Trump insultou veículos de imprensa americanos durante coletiva na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou nesta quinta-feira (16/02) do "tom de ódio" da imprensa americana contra seu governo.

Em breve diálogo com Jim Acosta, correspondente da "CNN" na Casa Branca, Trump disse que o público já não acredita no que a imprensa diz. "O tom é tão odioso. Eu realmente não sou uma pessoa ruim", afirmou.

O presidente criticou quase todos os veículos de imprensa que fizeram perguntas na coletiva sobre a nomeação do novo secretário de Trabalho americano, que durou mais de uma hora. Em várias oportunidades, ele disse que queria passar a vez da pergunta para "repórteres amigáveis".

"A imprensa se tornou tão desonesta que, se não falarmos disso, estaríamos em falta com o povo americano. A imprensa está fora de controle, o nível de desonestidade está fora de controle", afirmou.

Em artigo, o New York Times escreveu que a coletiva "foi marcada por uma defesa extraordinariamente crua e zangada, de forma nunca antes vista na Casa Branca moderna".

"Às vezes abrupto, muitas vezes vacilante, caracteristicamente arrogante, mas aparentemente dolorido com as representações sobre ele, o Sr. Trump parecia tentar reproduzir a energia e o entusiasmo de sua campanha após um mês de governo", diz o texto.

"Herdei uma bagunça"

Trump insultou os maiores veículos de comunicação do país, como o "debilitado" The New York Times, a CNN e suas "notícias falsas" e o "mal-agradecido" The Wall Street Journal.

Eu ligo a TV, abro os jornais e vejo matérias sobre o caos [do meu governo]. É exatamente o oposto. Essa administração está funcionando como uma máquina bem regulada, apesar de eu não ter meu gabinete aprovado", disse o presidente.

Ele fez a declaração ao responder perguntas sobre a renúncia de Michael Flynn, ex-conselheiro de segurança nacional, que mentiu ao negar às autoridades em Washington ter conversado com um embaixador russo sobre a retirada das sanções à Rússia impostas pelo governo do ex-presidente Barack Obama, em reação a uma suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas.

"Eu herdei uma bagunça", afirmou Trump ao defender a performance do seu governo e criticar reportagens sobre a proximidade entre membros do atual governo e autoridades russas durante a campanha presidencial americana.

"Não acho que ele [Flynn] fez nada de errado", afirmou ao ressaltar que ele e seus assessores não tiveram nenhum contato com Moscou durante a campanha e que notícias sobre o assunto "são falsas".

KG/efe/ots

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