Trump quebra silêncio e condena racismo e supremacistas brancos | Notícias internacionais e análises | DW | 14.08.2017
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Estados Unidos

Trump quebra silêncio e condena racismo e supremacistas brancos

Dois dias depois da violência em Charlottesville, presidente afirma que "racismo é mau" e contrário aos valores igualitários dos EUA e que neonazistas e Ku Klux Klan são criminosos.

Na Casa Branca, Trump deixa de lado retórica vaga sobre violência em Charlottesville

Na Casa Branca, Trump deixa de lado retórica vaga sobre violência em Charlottesville

Em meio a críticas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posicionou-se claramente nesta segunda-feira (14/08) contra os supremacistas brancos. Na Casa Branca, o republicano afirmou que neonazistas e a Ku Klux Klan são criminosos.

"O racismo é mau e todos aqueles que promovem a violência em seu nome são criminosos, incluindo a KKK, neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos que são repugnantes para tudo que defendemos como americanos", declarou Trump.

"Condenamos da forma mais enfática possível essa demonstração monstruosa de ódio, preconceito e violência. Não há lugar para isso nos Estados Unidos. Não importa a cor da nossa pele, todos vivemos sob as mesmas leis. Todos reverenciamos a mesma bandeira. E todos somos feitos pelo mesmo Deus todo-poderoso", afirmou Trump.

As declarações foram dadas dois dias depois de uma marcha de extremistas de direita em Charlottesville, no estado americano da Virgínia, que deixou um morto e mais de 20 feridos. Trump foi duramente criticado por democratas e republicanos após dar uma declaração vaga sobre o incidente, sem citar expressamente os supremacistas brancos que haviam convocado a marcha.

A retórica presidencial levou um porta-voz da Casa Branca a tentar aplacar as críticas ao dizer que, quando condenou a violência, Trump também se referia a "supremacistas brancos, KKK, neonazistas e todos os grupos extremistas". Apesar da pressão, o presidente mantinha-se em silêncio depois da primeira declaração.

Nesta segunda-feira, Trump se reuniu em Washington com o procurador-geral, Jeff Sessions, e com o diretor do FBI, Christopher Wray, para abordar o ataque de Charlottesville. Depois do encontro, prometeu que todos que agiram criminosamente durante a marcha serão responsabilizados legalmente.

"Condenamos da maneira mais enfática este flagrante de exibição do ódio, fanatismo e violência", destacou ainda aos jornalistas que acompanharam o discurso na Casa Branca.

Antes do pronunciamento de Trump, Sessions afirmou à emissora de televisão ABC que o ataque de sábado em Charlottesville cumpre os preceitos legais para ser considerado "terrorismo doméstico". O presidente, porém, evitou usar esse termo na declaração.

A cidade universitária de cerca de 50 mil habitantes na Virgínia, a apenas 200 quilômetros de Washington, foi tomada pelo caos no sábado em meio a violentos choques provocados pela marcha de supremacistas brancos. Um motorista investiu contra um grupo de manifestantes pacifistas depois que a passeata fora cancelada pelas autoridades. Como consequência, uma mulher de 32 anos morreu e outras 20 pessoas sofreram ferimentos de distintas gravidades.

Além disso, dois agentes da polícia estatal da Virgínia morreram na queda do helicóptero com o qual estavam ajudando nos trabalhos de vigilância para proteger a segurança na cidade. 

A marcha supremacista foi convocada para contestar a decisão de Charlottesville de remover a estátua do general Robert E. Lee de um parque no centro da cidade, considerado atualmente um símbolo da defesa da escravatura e do racismo.

CN/rtr/afp/lusa/efe

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