Trump passa em teste cognitivo, mas precisa perder peso
17 de janeiro de 2018
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve um desempenho "extremamente bom" num teste de avaliação cognitiva ao qual foi submetido na semana passada, afirmou o médico presidencial, Ronny Jackson, nesta terça-feira (16/01), em Washington.
O teste foi feito em meio a um debate sobre a capacidade mental do presidente, iniciado com a publicação do livro Fire and Fury, do jornalista Michael Wolff. O jornalista afirmou que assessores consideram Trump um idiota e duvidam da sua capacidade de exercer o cargo.
As condições mentais de Trump foram testadas por meio da avaliação cognitiva Montreal, na qual, segundo Jackson, Trump atingiu a pontuação máxima. O médico, que conversa com o presidente diariamente, afirmou que não considerava necessário testar as capacidades cognitivas do presidente.
Jackson acrescentou que Trump está em ótimas condições de saúde e precisaria apenas perder peso. Ele considerou um objetivo realista para este ano a perda de 5 a 7 quilos. Segundo os exames, o presidente pesa 108 quilos, a pressão sanguínea é 122 por 74, e o colesterol está em 223, mais do que o recomendado.
As declarações foram feita com base no resultado de uma bateria de exames, realizada na sexta-feira passada no Centro Médico Nacional Walter Reed. Este foi o primeiro exame médico oficial feito por Trump desde que assumiu o cargo. Em 2016, durante a campanha eleitoral, ele havia se negado a compartilhar informações sobre sua saúde.
A publicação de Fire and Fury desencadeou um extenso debate sobre as condições mentais e de saúde de Trump. No livro, Wollf descreve o presidente como psicologicamente instável e com hábitos alimentares pouco saudáveis. Além disso, o livro reúne declarações de importantes funcionários da Casa Branca, que expressam dúvidas quanto à capacidade de Trump para exercer a presidência.
"Creio que ele viu os exames como uma forma de acabar com algumas [das especulações]", afirmou Jackson, que também foi médico do ex-presidente Barack Obama. Segundo ele, Trump pediu para que fosse realizado um teste cognitivo e que o resultado fosse divulgado.
Até onde se sabe, outros presidentes americanos não tiveram sua saúde mental examinada quando exerciam o cargo, incluindo Ronald Reagan, que, cinco anos depois de deixar a Casa Branca, foi diagnosticado com Alzheimer, doença que degenera o cérebro e não tem cura.
O exame realizado por Trump não avalia as condições psiquiátricas. Ele é utilizado para identificar sinais de Alzheimer e outras formas de demência. Um dos testes, por exemplo, consiste em desenhar a face de um relógio com todos seus números e configurá-lo num horário específico. Outro é identificar um animal.
RG/rtr/ap/afp