Trump admite ter falado sobre Biden com presidente ucraniano | Notícias internacionais e análises | DW | 23.09.2019
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Mundo

Trump admite ter falado sobre Biden com presidente ucraniano

Presidente dos EUA foi acusado de ter pressionado líder do país europeu a investigar ex-vice-presidente democrata e seu filho. Escândalo passa a alimentar pedidos de impeachment entre a oposição.

USA Weißes Haus Washington | Präsident Donald Trump über Joe Biden (picture-alliance/newscom/P. Benic)

Republicano minimizou movimentação para abertura de um impeachment entre a oposição democrata. “Não é nada sério”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu no domingo (22/09) que conversousobre o pré-candidato democrata à presidência Joe Biden e seu filho em um telefonema com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Na última sexta-feira, o Wall Street Journal apontou que Trump pressionou o presidente da Ucrânia em uma ligação no final de julho a investigar tanto Biden quanto seu filho, Hunter. Na ocasião, segundo o jornal, Trump pediu a Zelensky para que seu advogado pessoal, o ex-prefeito Rudy Giuliani, pudesse atuar na investigação em conjunto com os ucranianos.

O caso em questão envolveria suspeitas sobre as ligações de Hunter com a empresa de gás de um oligarca ucraniano. Giuliani, por sua vez, também sugeriu aos ucranianos que Biden, na época em que ainda era vice-presidente, atuou para proteger seu filho. Só que membros da Justiça ucraniana disseram ao WSJ que não há evidências de alguma irregularidade na conduta de Biden ou de seu filho.

Biden, que foi vice-presidente de Barack Obama, lidera no momento as pesquisas entre os pré-candidatos democratas para se tornar o candidato que enfrentará o republicano Trump nas eleições de 2020.

Trump disse a repórteres na Casa Branca que o telefonema foi, sobretudo, de parabenização (o partido de Zelensky havia acabado de ganhar uma eleição parlamentar), mas que também tratou de corrupção e dos Biden.

"A conversa que tive foi principalmente congratulatória, principalmente sobre corrupção, toda a corrupção acontecendo e principalmente sobre o fato de que não queremos nosso povo, como o vice-presidente Biden e seu filho, criando a corrupção que já existe na Ucrânia", disse Trump.

Mas, desde que o assunto chegou à imprensa, o telefonema passou a estar no centro de uma nova batalha política em Washington. Líderes democratas disseram que, se Trump pediu a Zelensky que investigue Biden, isso equivale a incentivar uma interferência estrangeira na eleição de 2020.

O presidente democrata do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados, Adam Schiff, disse no domingo que, se uma investigação mostrar que Trump pressionou a Ucrânia a investigar Biden, o Congresso dos EUA pode não ter outra escolha a não ser buscar um impeachment.

Schiff vinha relutando em pedir um impeachment, mas seus comentários no programa State of the Union da rede CNN mostraram que sua postura mudou.

"Se o presidente está essencialmente retendo ajuda militar ao mesmo tempo em que está tentando coagir um líder estrangeiro a fazer algo ilícito, a fornecer sujeira sobre seu oponente durante uma campanha presidencial, então este pode ser o único remédio que é equivalente ao mal que essa conduta representa", disse Schiff.

Nesta segunda-feira, Trump falou sobre a ameaça de impeachment a jornalistas logo após chegar à sede das Nações Unidas, em Nova York. Ele minimizou a importância da abertura de um eventual processo. "Não é nada sério. Todo mundo sabe que é apenas uma caça às bruxas dos democratas".

A notícia do WSJ adicionou mais um elemento a uma crescente controvérsia em Washington por causa de uma reportagem do jornal Washington Post publicada na última quarta-feira. Neste caso, o diário havia indicado que Trump conversou com "um líder estrangeiro" (que não foi identificado) e que o diálogo incluía uma "promessa" feita por Trump.

Ainda segundo o jornal, um agente dos serviços de inteligência dos EUA acompanhou a conversa — como é rotina em telefonemas de presidentes americanos. Após essa ligação, esse agente registrou uma queixa anônima na comunidade de inteligência. Trump conversou com o presidente Zelenski menos de três semanas antes de a denúncia ser apresentada pelo agente.

JPS/rt/afp/ots

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