Trump acusa Brasil de tratar EUA injustamente | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 01.10.2018
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Economia

Trump acusa Brasil de tratar EUA injustamente

Durante entrevista para anunciar acordo comercial com Canadá e México, presidente americano critica relações comerciais com o Brasil e afirma que país "taxa os EUA como bem entende".

Trump em coletiva de imprensa na Casa Branca sobre acordo entre EUA, México e Canadá

Trump criticou Brasil durante entrevista na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (01/10) o Brasil de tratar injustamente as empresas americanas, durante uma entrevista na Casa Branca, convocada para apresentar o novo tratado comercial que os EUA alcançou com o México e o Canadá.

A acusação foi feita após Trump ser questionado sobre as relações comerciais com a Índia. O presidente disse que o país asiático cobra enormes tarifas e, em seguida, criticou as relações comerciais com o Brasil.

"O Brasil é outro caso, que beleza. Eles nos taxam como bem entendem. Se perguntarem a algumas empresas, dirão que o Brasil está entre os mais duros, talvez o mais duro. Nós não os chamamos e dizemos 'vocês estão tratando nossas empresas injustamente, tratando nosso país injustamente'", disse.

Recentemente, numa política protecionista, os Estados Unidos impuseram a diversos países tarifas de 25% ao aço e 10% ao alumínio importados. O Brasil foi um dos países afetados .

Ao todo, 32% do aço exportado do Brasil têm como destino os EUA. O país figura como o segundo maior exportador para o mercado americano, com 4,7 milhões de toneladas embarcadas em 2017. Só perde para o Canadá, que exportou 5,8 milhões de toneladas no ano passado.

Além das sobretaxas nesses produtos, o governo americano trava uma batalha comercial com a China. Trump alega que essas medidas são necessárias para proteger os produtos americanos e fomentar a criação de postos de trabalho.

Em 2017, o Brasil teve um superávit de mais de 2 bilhões de dólares na balança comercial com os Estados Unidos. Essa foi a primeira vez desde 2008 que as exportações brasileiras para o país superaram as importações. Os EUA são o segundo principal destino dos produtos brasileiros, depois da China. O Brasil exporta para o território americano, principalmente, aço, óleo bruto de petróleo e aviões.

Acordo entre EUA, México e Canadá

Na coletiva, Trump classificou ainda o acordo alcançado com o México e Canadá como o "o mais importante" da história dos Estados Unidos. O documento deve ser assinado até fim de novembro.

O novo acordo comercial Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) foi alcançado na reta final do prazo limite para as negociações e vai substituir o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), firmado na década de 1990. O novo tratado necessita de ser aprovado pelos parlamentos dos três países signatários antes de entrar em vigor.

Trump afirmou ainda que "é um privilégio fazer negócios com os Estados Unidos" e recordou a atitude dura da sua administração perante a China, que adota práticas comerciais "injustas". Washington impôs pesadas tarifas a quase metade das exportações chinesas para os Estados Unidos.

Ainda em declarações aos jornalistas, Trump enumerou uma longa lista das vantagens do USMCA, que irão beneficiar, segundo ele, desde os agricultores aos trabalhadores da indústria automóvel dos EUA.

O Nafta, que vigora desde 1994 entre os três países, com um 1 trilhão de dólares anuais em intercâmbios comerciais, foi submetido a um processo de renovação durante os meses após a chegada de Donald Trump ao poder. No fim de agosto, EUA e México chegaram a um acordo bilateral preliminar, ainda sem o Canadá.

CN/efe/lusa/ots

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