Tribunal de Munique proíbe publicação de trechos do livro de Hitler | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.03.2012
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Mundo

Tribunal de Munique proíbe publicação de trechos do livro de Hitler

Editor britânico tenciona publicar na Alemanha trechos comentados do livro "Minha Luta" e diz que vai recorrer da decisão.

A publicação de excertos do livro Minha luta (Mein Kampf, em alemão), de Adolf Hitler, continua proibida na Alemanha, conforme decisão anunciada nesta quinta-feira (08/03) pelo Tribunal Regional de Munique, que confirmou decisão proferida em janeiro por uma corte de menor instância.

O tribunal proibiu o editor britânico Peter McGee de publicar trechos comentados do livro no seu jornal Zeitungszeugen, que em 2009 e 2010 já publicou páginas de jornais editados na época nazista.

Os juízes de Munique consideraram que a publicação em questão ultrapassa os limites do que se pode chamar de citação e serve à divulgação da obra de Hitler. Para o juiz Peter Guntz, a publicação de McGee fez amplo uso do livro e os leitores podem ler o material simplesmente deixando de lado as explicações dos historiadores. O britânico disse que vai recorrer da decisão.

Direitos autorais

Os direitos autorais de Minha Luta foram passados pelos Aliados, após a Segunda Guerra Mundial, para o estado da Baviera, último local de residência de Hitler. Na condição de detentor dos direitos autorais, o governo bávaro proíbe a publicação do livro na Alemanha. Essa situação pode mudar em 2015, quando a morte de Hitler completará 70 anos e sua obra se tornará de domínio público.

BdT Ausgabe von Zeitungszeugen

O editor britânico Peter McGee exibe exemplar de seu jornal

O livro foi escrito durante o período que Hitler passou na prisão, entre 1923 e 1924, e foi publicado no ano seguinte. Minha Luta é uma mistura de livro de memórias e panfleto ideológico e político, de teor claramente racista e antissemita.

A obra se tornou um grande sucesso de vendas, mesmo antes de Hitler ascender ao poder, em 1933. Com o partido nazista no poder, o livro se tornou leitura obrigatória nas escolas e era dado de presente aos casais no momento do registro civil do casamento.

MAS/dw/afp/ap/dap
Revisão: Alexandre Schossler

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