Tribunal alemão condena extremistas que atacaram migrantes | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 08.03.2018
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Alemanha

Tribunal alemão condena extremistas que atacaram migrantes

Oito são condenados à prisão por formação de organização terrorista, ataques a bomba e tentativa de homicídio. Acusados faziam parte do grupo de extrema direita que atacou centros de refugiados em Freital e Dresden.

Julgamento de integrantes do Grupo Freital

Condenados faziam parte do Grupo Freital

Um tribunal alemão em Dresden condenou nesta quarta-feira (07/03) oito membros de um pequeno grupo de extrema direita por formação de organização terrorista, ataques a bomba e tentativa de homicídio. O grupo promoveu diversos atentados contra centros de refugiados e organizações de esquerda em 2015. 

Sete homens e uma mulher, com idades entre os 20 e os 40 anos, foram condenados a penas que variam entre quatro a dez anos de prisão. Eles eram integrantes do Grupo Freital, formado durante a crise migratória de 2015. O munícipio, no subúrbio de Dresden, foi palco de numerosos protestos anti-imigração e ataques a refugiados.

De acordo com o juiz Thomas Fresemann, os condenados, que vão "de simples simpatizantes" a partidários de "uma acentuada postura extremista nacional-socialista", agiram "com uma brutalidade crescente". Em apenas três meses após sua formação, o grupo se radicalizou.

Alguns dos acusados admitiram os fatos e pediram desculpa, mas todos rejeitaram o termo "terrorismo". 

O suposto cérebro do grupo, Timo S., de 29 anos, foi condenado à pena mais pesada, dez anos. Patrick F., de 26 anos, considerado o especialista em explosivos, pegou nove anos e meio de prisão. A única mulher do grupo, Maria K., de 29 anos, foi condenada a cinco anos e meio.

O grupo realizou pelo menos cinco atentados com explosivos, em Freital e Dresden, entre julho e novembro de 2015. Os alvos foram abrigos de refugiados e centros de esquerda. Eles colocaram ainda uma bomba no carro de um político do partido de esquerda Die Linke.

Apenas duas pessoas ficaram levemente feridas nos ataques de grupo, que visavam, segundo o Ministério Público, "criar um clima de medo e repressão".

Todos dos integrantes do grupo foram presos entre novembro de 2015 e meados de 2016.

CN/lusa/dpa/kna

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