Terrorista diz que plano era ataque maior em Barcelona | Notícias internacionais e análises | DW | 22.08.2017
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Espanha

Terrorista diz que plano era ataque maior em Barcelona

Quatro homens acusados de pertencerem à célula por trás dos atentados na Catalunha comparecem pela primeira vez a tribunal. Plano inicial seria atacar monumentos da capital catalã, incluindo Sagrada Família.

Suspeitos prestaram depoimento perante um juiz na Audiência Nacional, em Madri

Suspeitos prestaram depoimento perante um juiz na Audiência Nacional, em Madri

Um dos homens presos por planejar os ataques na região da Catalunha, na Espanha, na semana passada, admitiu nesta terça-feira (22/08) que a célula terrorista preparava um atentado ainda maior, que envolveria monumentos emblemáticos em Barcelona, informaram fontes judiciais.

Mohamed H. C. é um dos quatro homens ainda vivos entre os 12 suspeitos que se acredita terem composto a célula terrorista, já desmantelada, segundo a polícia. A declaração foi dada num tribunal em Madri, onde eles estiveram presentes nesta terça-feira para depor pela primeira vez sobre o caso.

H. C. foi o primeiro a dar seu testemunho, vestindo roupas de hospital – ele ainda está sendo tratado pelos ferimentos que sofreu durante uma explosão em Alcanar, na véspera do ataque em Barcelona.

Segundo o jornal El Mundo, ele teria contado à corte que o grupo planejava ataques com explosivos contra vários monumentos em Barcelona, incluindo a famosa igreja Sagrada Família. O terrorista disse ainda que ficou sabendo dos planos há pelo menos dois meses.

Dois dos suspeitos interrogados confirmaram ainda que um imã suspeito de radicalizar os jovens e ser o idealizador da célula terrorista era, de fato, o líder do grupo.

Já Driss O., cujo irmão era um dos suspeitos mortos pela polícia após o ataque em Cambrils, declarou inocência. Segundo fontes judiciais, ele admitiu ter alugado a van usada no ataque em Barcelona, mas disse que achava que ela seria usada para uma mudança residencial.

O rapaz, que anteriormente havia dito que seu irmão roubou seus documentos para alugar o veículo, afirmou nesta terça-feira que mentira de início porque sentia medo.

Após a audiência, o juiz do tribunal em Madri determinou que Mohamed H. C. e Driss O. continuem presos, sob acusação de crimes relacionados a terrorismo. Um terceiro suspeito será mantido sob custódia por pelo menos 72 horas, segundo decidiu o juiz.

Já Mohamed A., dono do veículo usado no ataque em Cambrils, obteve liberdade condicional pela inexistência de "evidências sólidas" para mantê-lo preso. Ele deverá, no entanto, comparecer à corte semanalmente, entregar seu passaporte e não poderá deixar a Espanha.

A promotora Ana Noé, da Audiência Nacional, órgão responsável por julgar os casos de terrorismo na Espanha, havia pedido que os quatro suspeitos fossem presos sem direito a fiança pelos crimes de homicídio, porte de explosivos e participação em organização terrorista.

Ataques na Catalunha

Os quatro suspeitos foram detidos no dia seguinte aos ataques em Barcelona e Cambrils. Entre os outros oito suspeitos, seis foram mortos pela polícia e dois morreram durante a explosão numa casa em Alcanar. A polícia confirmou que o imã é um dos mortos na residência que explodiu.

Segundo as autoridades, a célula terrorista estocava pelo menos 120 botijões de gás para realizar ataques na capital catalã. Os cilindros de gás foram encontrados na casa em Alcanar, que seria a base operacional do grupo. Os planos originais teriam sido frustrados pela explosão.

No dia seguinte ao incidente em Alcanar, o grupo alugou uma van e investiu contra uma multidão na zona turística de Las Ramblas, em Barcelona. Menos de dez horas depois, um ataque semelhante ocorreu na cidade costeira de Cambrils. Ao todo, 15 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas.

O motorista da van que atacou Las Ramblas foi morto pela polícia apenas nesta segunda-feira, encerrando uma caçada que durava dias. Ao se recusar a se entregar, ele foi abatido numa estrada em Subirats, município a 50 quilômetros de Barcelona.

O "Estado Islâmico" (EI) reivindicou a responsabilidade pelos ataques, que se acredita terem sido os primeiros da organização na Espanha. Um ataque terrorista que matou 192 pessoas em 2004 em Madri foi realizado por uma célula da Al Qaeda.

EK/ap/afp/rtr/efe/ots

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