Superlua traz ondas mais altas e mais brilho sobre a Terra | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 14.11.2016
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Ciência e Saúde

Superlua traz ondas mais altas e mais brilho sobre a Terra

Na Superlua, o satélite chegará quase 30 mil quilômetros mais próximo da Terra do que o habitual. Fenômeno poderá ser observado por vários dias e ser motivo de alegria para os surfistas.

Astrônomo sugere que fenômeno seja fotografado ao lado de um marco terrestre

Astrônomo sugere que fenômeno seja fotografado ao lado de um marco terrestre

Nesta segunda-feira (14/11), a Lua atingirá a menor distância da Terra desde 1948, criando o efeito de uma "Superlua extra". Embora Superluas sejam algo bastante comum – ocorrendo geralmente a cada 14 meses –, o fenômeno desta segunda-feira não se repetirá até 2034.

De acordo com a Nasa, nosso solitário satélite estará a somente 356.509 quilômetros da superfície terrestre, ou seja, 27.891 quilômetros mais perto do que o normal. Se o céu estiver claro, os observadores mais argutos perceberão uma Lua 14% maior e muito mais brilhante do que o habitual, por a Terra estar mais próxima do Sol nesta época do ano.

Embora a maioria não vá notar, já que o corpo celeste estará em seu ponto mais alto no céu noturno, os astrônomos acreditam que a diferença será aparente no horizonte, proporcionando um espetáculo e tanto. "Ao se olhar para Lua ascendente, uma ilusão de ótica a faz parecer maior", explica Mark Bailey, astrônomo e diretor emérito do Observatório Armagh, na Irlanda do Norte.

Muitas oportunidades

Pascal Descamps, astrônomo do Observatório de Paris, aconselha: "Ao tentar fotografá-la, escolha um local com algum objeto terrestre bonito em primeiro plano. Um marco bem-conhecido, como uma torre ou campanário, dará uma boa referência, especialmente ficando-se um pouco para atrás e usando uma lente zoom ou teleobjetiva, que vai ampliar ambos os objetos."

Se o céu estiver nublado, haverá outras oportunidades de observar o espetáculo. Segundo Noah Petro, cientista do projeto da Nasa Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, na sigla em inglês), a Superlua deverá estar visível por vários dias.

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Para que serve a Lua?

"Estou dizendo às pessoas para irem ver a Superlua no domingo ou na segunda-feira à noite. A diferença de distância de uma noite para a outra será muito sutil, por isso, se o céu estiver nublado no domingo, saia na segunda, em qualquer hora depois do pôr do sol", observou.

"Como a Lua está cheia, ela vai aparecer quase simultaneamente ao crepúsculo. Então eu sugeriria sair após o pôr do sol, ou quando anoitecer e a Lua estiver um pouco mais alta no céu. Não é necessário ficar acordado a noite toda para vê-la – a menos que se queira."

Consequências sobre as marés

Uma das características mais notáveis da Lua é seu efeito gravitacional sobre os oceanos da Terra. Devido à característica elíptica da órbita lunar, o nível dos oceanos tende a subir e descer em forma de marés. Assim, conta-se que a Superlua desta segunda-feira provocará marés mais altas, causando algumas pequenas enchentes, e, principalmente, ondas bem maiores em todo o mundo.

Mas enquanto os surfistas desfrutarão de ondas mais altas e um brilho adicional sobre as águas noturnas, os efeitos da Superlua nas marés têm sido responsabilizados por catástrofes naturais.

Em março de 2011 a Nasa teve que descartar a teoria de que o tsunami e o terremoto que atingiu o Japão se deveu a uma Superlua iminente. A guarda costeira do Reino Unido, por sua vez, sugeriu que o evento lunar teria sido responsável pelo encalhamento de cinco navios pesqueiros na costa da ilha de Wight no mesmo mês.

"Os efeitos de uma Superlua sobre a Terra são menores e, de acordo com estudos mais detalhados por sismólogos e vulcanólogos, a combinação entre o satélite estar na posição mais próxima da Terra e na configuração de 'lua cheia' não deverá afetar o equilíbrio interno de energia da Terra, uma vez que marés lunares ocorrem todos os dias", esclarece Jim Garvin, cientista-chefe do Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa.

"A Terra armazenou uma quantidade enorme de energia interna em sua crosta, e as pequenas diferenças nas forças de maré exercidas pela Lua e o Sol não bastam para suplantar fundamentalmente as forças muito maiores dentro do planeta devido à convecção e outros aspectos do equilíbrio energético interno que movimentam as placas tectônicas."

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