″Skate não é só para meninos″, diz a medalhista Rayssa Leal | Siga a cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 26.07.2021

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Tóquio 2020

"Skate não é só para meninos", diz a medalhista Rayssa Leal

Conhecida como Fadinha, jovem de apenas 13 anos conquista a prata em Tóquio, na estreia do skate como esporte olímpico. Atleta também faz história como a mais jovem medalhista olímpica do Brasil.

Rayssa Leal

Rayssa Leal foi a única brasileira a chegar à final na categoria street do skate

A skatista brasileira Rayssa Leal, de apenas 13 anos, entrou para a história nesta segunda-feira (26/07) como a mais jovem atleta brasileira nos Jogos Olímpicos e a mais jovem medalhista olímpica do Brasil. Foi a primeira vez que o skate foi disputado como esporte olímpico.

Na final feminina da categoria street do skate, Rayssa levou a medalha de prata, sendo superada apenas pela japonesa Momiji Nishiya, também de 13 anos, e ficando à frente de outra competidora do Japão, Funa Nakayama, de 16 anos. As três compuseram pódio mais jovem da história olímpica.

"É fantástico estar aqui em Tóquio. Quando voltar ao Brasil, o primeiro que farei será dizer aos meus amigos que consegui e que todos os meus esforços deram resultado", disse Rayssa em coletiva de imprensa. A jovem natural de Imperatriz, no Maranhão, afirmou esperar celebrar com uma festa a sua conquista.

Rayssa Leal

Rayssa Leal: "Skate é, sim, para todo mundo"

Rayssa tem o apelido de Fadinha, graças a um vídeo que viralizou nas redes sociais em que ela, com apenas seis anos de idade e vestida com uma fantasia da personagem Sininho, faz manobras de skate.

Questionada por um repórter, a jovem prodígio disse nunca ter dado ouvidos a quem diz que meninas não podem andar de skate ou que o esporte é incompatível com os estudos.

"Acho que todos os esportes são válidos para meninos e para meninas, não há barreiras nos esportes", disse.

"Skate é, sim, para todo mundo", declarou à TV Globo. "A gente está podendo provar que felizmente skate não é só para meninos."

As skatistas Rayssa Leal e Momiji Nishiya

Rayssa ao lado da campeã Momiji Nishiya, também de 13 anos

Rayssa afirmou que o skate está ganhando popularidade no Brasil e disse que, além do esporte, também gosta de jogar futebol.

Além de Rayssa, outras duas skatistas brasileiras – Leticia Bufoni e Pâmela Rosa – representaram o Brasil na categoria street nos Jogos de Tóquio, mas a Fadinha foi a única a chegar à final. As provas da categoria park serão realizadas nos dias 4 e 5 de agosto.

"Poder representar o Brasil e ser uma das mais jovens a ganhar uma medalha... Estou muito feliz, este dia vai entrar para a história", disse a jovem após a conquista.

A prata de Rayssa foi a terceira medalha do Brasil nos Jogos de Tóquio: Kevin Hoefler ficou em segundo lugar na final masculina de skate street, e o judoca Daniel Cargnin conquistou o bronze na categoria até 66 quilos.

lf (Efe, AFP, Reuters)

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