Sérvia detém último foragido por crimes de guerra na Croácia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 20.07.2011
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Mundo

Sérvia detém último foragido por crimes de guerra na Croácia

Detenção do ex-líder dos sérvios da Croácia Goran Hadzic, acusado de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia, é confirmada pelo governo da Sérvia.

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Goran Hadzic em foto de 1993

O presidente da Sérvia, Boris Tadic, confirmou nesta quarta-feira (20/07) a detenção do ex-líder dos sérvios da Croácia Goran Hadzic, acusado de crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Iugoslávia. A detenção havia sido divulgada pouco antes pela imprensa sérvia.
"A Sérvia encerra o capítulo mais difícil da cooperação com o Tribunal de Haia", disse o presidente sérvio, precisando que Hadzic foi detido na região montanhosa de Fruska Gora às 8h24, pelo horário local. "Com isto, a Sérvia conclui os seus deveres legais e morais", acrescentou.
A detenção de Hadzic ocorre menos de dois meses depois da prisão de Ratko Mladic, antigo chefe militar dos sérvios da Bósnia, em 26 de maio, em Lazarevo, pequeno vilarejo a nordeste de Belgrado. Ambas as prisões aproximam a Sérvia do seu objetivo de ingressar na União Europeia, que exige que o país colabore com o TPI.
Embora Hadzic seja uma personalidade de segundo plano em relação a Mladic ou a Radovan Karadzic, líder político dos sérvios da Bósnia detido em Belgrado em julho de 2008, a sua detenção era a última pedida pelo TPI. Agora, todos os 44 sérvios suspeitos de crimes de guerra com mandados de detenção internacional foram detidos.
Repercussão
Boris Tadic zur Verhaftung von Goran Hadzic

Tadic: Sérvia concluiu seus deveres legais e morais

A União Europeia saudou a detenção do último fugitivo procurado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, considerando tratar-se de mais um sinal positivo dado por Belgrado.

Em comunicado, os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e a alta representante para os Assuntos Externos, Catherine Ashton, afirmaram que a detenção de Hadzic "é mais um passo importante" dado pela Sérvia e elogiaram a "determinação e empenho" das autoridades de Belgrado na captura dos criminosos de guerra.
Também o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, saudou a detenção "muito bem-vinda" de Hadzic, salientando que ela vai permitir "encerrar o capítulo mais doloroso" da história recente da Europa.
Crimes de guerra e contra a humanidade
Goran Hadzic, de 52 anos, foi formalmente acusado pelo TPI em 2004 de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra da Croácia (1991-1995). A justiça internacional acusa-o de envolvimento no assassinato de centenas de civis croatas e na deportação de dezenas de milhares de croatas e outros não sérvios durante a guerra.
Durante a guerra da Croácia, Goran Hadzic foi o efêmero "presidente" da "República Sérvia da Krajina", que correspondia a cerca de um terço do território croata.
O nome de Hadzic está também ligado ao massacre no hospital de Vukovar (leste da Croácia), em novembro de 1991, no qual mais de 250 civis foram espancados, torturados e executados pelas forças sérvias.
AS/lusa/rtr/afp
Revisão: Carlos Albuquerque

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