Série de bombas assusta cúpula internacional na Tailândia | Notícias internacionais e análises | DW | 02.08.2019
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Mundo

Série de bombas assusta cúpula internacional na Tailândia

Pelo menos quatro ficaram feridos. Seis artefatos caseiros de pouca potência são detonados em Bangcoc, onde ocorre reunião com presença de chefes da diplomacia de EUA, UE e China.

Rua em Bangcoc vista do alto, com policiais fechando duas faixas da via e aglomeração de pessoas na calçada

Polícia de Bangcoc interdita parcialmente via onde bomba explodiu

Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira (02/08) depois que seis bombas caseiras de pouca potência foram detonadas em Bangcoc, onde acontece o encontro de ministros do Exterior da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), incluindo representantes de primeiro escalão dos Estados Unidos, China e União Europeia.

Segundo a polícia, duas pessoas ficaram feridas pela manhã na explosão de um artefato caseiro na avenida Rama 9, no centro da capital tailandesa, que os policiais relacionaram com um possível confronto entre grupos de estudantes. Outras duas foram feridas na estação de trem de Chong Nonsi e num estacionamento próximo, também na área central.

Três dos quatro feridos são mulheres que faziam limpeza no momento das explosões, ocorridas momentos antes da conferência do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, no âmbito da reunião da Asean a que está também presente o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi.

Cerca de duas horas antes, outras bombas de fraca potência explodiram no complexo governamental de Chaeng Wattana, sede de vários ministérios, sem causar feridos, segundo as investigações iniciais.

"Quero condenar aqueles que causam essa situação que destrói a paz e danifica a imagem do país", afirmou o primeiro-ministro da Tailândia, Prayuth Chan-ocha, através do Twitter.

Em comunicado, o governo do país declarou que está investigando as explosões, pedindo à população que evite "pânico" e que a imprensa não tire conclusões precipitadas antes de as investigações serem finalizadas. Nenhum grupo reivindicou os ataques, similares a outras explosões ocorridas nos últimos anos em meio às convulsões políticas do país.

MD/afp/rtr/efe

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