Revés para Macron, vitória para Le Pen na França | Notícias internacionais e análises | DW | 26.05.2019
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Eleições Europeias 2019

Revés para Macron, vitória para Le Pen na França

Legenda nacionalista de direita Reunião Nacional, de discurso eurocético, fica em primeiro lugar nas eleições europeias na França, marcadas também pelo bom desempenho do Partido Verde.

O Reunião Nacional, partido populista de direita liderado por Marine Le Pen, foi o grande vencedor neste domingo (26/05) das eleições europeias na França, superando o movimento Em Marcha, do presidente Emmanuel Macron.

Segundo as projeções, a antiga Frente Nacional repetiu o triunfo do pleito europeu de 2014 e obteve 23,3% dos votos, uma pequena vantagem sobre a legenda de Macron, que ficou com 22,1%.

Com a apuração em andamento, a grande surpresa foi o desempenho do Partido Verde, que se tornou a terceira força do país no Parlamento Europeu, com 13,1% da preferência dos franceses.

"O voto na RN é um voto pela França e pelo seu povo. Isso é vital e feliz para um país que navega num estado de confusão. Em face da desvantagem democrática desta noite, é necessário retirar as conclusões necessárias", disse Le Pen. "Ele [o Presidente Macron] não tem alternativa, senão dissolver a Assembleia Nacional para torná-la um instrumento representativo do país", acrescentou, repetindo uma posição que tem assumido várias vezes desde o início dos protestos do movimento dos "coletes amarelos". 

O comparecimento às urnas foi de 52%, uma forte alta em relação às eleições de 2014, quando 42% dos eleitores exerceu o direito de escolher os representantes da França no Parlamento Europeu.

Caso confirmados os resultados na apuração, o partido ambientalista superou Os Republicanos, principal grupo conservador da França, que ficou com 8%. Já o esquerdista França Insubmissa e o Partido Socialista, do ex-presidente François Hollande, empataram em 6%.

Após a divulgação das projeções, calculadas a partir da apuração parcial dos votos no país, o líder da chapa populista de direita, Jordan Bardella, comemorou a vitória e disse que o resultado é uma "lição de humildade" para Macron.

O aliado de Le Pen também pediu uma mudança de rumo na política francesa e disse que o Reunião Nacional, que mudou de nome no ano passado, se tornou o principal partido do país.

A legenda liderada por Le Pen já havia ganhado as eleições europeias de 2014 na França. O resultado deste ano mantém uma tradição no país: o partido do presidente só venceu o pleito europeu em apenas duas ocasiões.

Quem também já comemorou os resultados deste domingo é o líder do Partido Verde, Yannick Jadot, que colocou o partido como principal força política entre os jovens.

"Uma onda verde chega à Europa", afirmou.

O cabeça de chapa dos Republicanos, Laurent Wauquiez, afirmou que o péssimo resultado do partido se deve à polarização do voto entre a extrema direita e Macron, um fator que também afetou a esquerda.

O França Insubmissa, de Jean-Luc Mélénchon, esperava se tornar o quarto principal partido do país no Parlamento Europeu e deve ficar com apenas 6% dos votos, resultado bastante inferior aos 19% registrados pelo candidato nas últimas eleições presidenciais.

Já o Partido Socialista, que governava o país até 2017 com François Hollande, quase não conseguiu superar a barreira de 5% para eleger representantes para o Parlamento Europeu.

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