Republicanos criticam acusações sem provas de Trump | Cobertura especial sobre as eleições nos Estados Unidos | DW | 06.11.2020

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Eleições nos EUA

Republicanos criticam acusações sem provas de Trump

Colegas de partido evitam embarcar na ofensiva de Trump contra contagem de votos. Em desvantagem, presidente vem insistindo em acusações de fraude, sem apresentar provas. Filhos dele reclamam da falta de apoio.

Vários nomes influentes do Partido Republicano estão evitando endossar as acusações de Donald Trump sobre uma suposta fraude nas eleições presidenciais. Alguns, criticaram abertamente o presidente.

Em desvantagem na contagem de votos, Donald Trump voltou a afirmar na noite desta quinta-feira (05/11) que seus adversários democratas "estão tentando roubar" o pleito. Ele não apresentou nenhuma prova para sustentar as acusações. Sua campanha também recorreu à Justiça para tentar barrar a contagem de votos em três estados onde a vantagem de Trump começou a diminuir significativamente conforme a apuração foi avançando.

Em resposta às acusações e manobras do presidente, Larry Logan, governador republicano do estado de Maryland, acusou Trump de "minar o processo democrático".

"Não há defesa para os comentários do presidente esta noite minando nosso processo democrático", escreveu Logan, no Twitter. "Os EUA estão contando os votos e devemos respeitar os resultados como sempre fizemos. Nenhuma eleição ou pessoa é mais importante do que nossa democracia", concluiu o político pelo Twitter. Em uma entrevista para a rede PBS, ele ainda chamou as ações na Justiça que a equipe de Trump apresentou para barrar a contagem de votos de "frívolas".

O deputado Paul Mitchell, que representa o estado de Michigan no Congresso, disse que "todos os votos legais devem e serão contados – como sempre são. Onde houver problemas, existem maneiras de resolvê-los. Se alguém tiver provas de irregularidades, elas devem ser apresentadas e resolvidas. Qualquer coisa a menos prejudica a integridade das nossas eleições e é perigosa para a nossa democracia".

Já o deputado republicano Adam Kinzinger, de Illinois, dirigiu-se a Trump diretamente pelo Twitter. "Os votos serão contados e você vai ganhar ou perder. E a América vai aceitar isso. Paciência é uma virtude."

Em entrevista à rede CNN, o ex-senador republicano Rick Santorum disse considerar os comentários do presidente perigosos. "Contar cédulas que faltam não é fraude. Nenhuma autoridade eleita republicana apoiará essa declaração", disse, citando as acusações que Trump levantou durante seu discurso.

Tão significativa quanto as críticas é a falta de apoio explícito de vários republicanos influentes diante das falas do presidente. Na quarta-feira, Trump chegou a clamar vitória mesmo quando a contagem ainda estava em andamento. Em resposta, o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, um dos políticos mais poderosos de Washington, disse a jornalistas que clamar vitória é diferente de terminar a contagem. Na noite desta quinta-feira, ele não quis comentar as acusações mais recentes de Trump, embora já tenha indicado na quarta-feira que não vê problemas em contestar os resultados de alguns estados.

Já o ex-governador de Nova Jersey Chris Christie, um aliado de Trump e analista da rede ABC News, disse que as acusações de Trump não têm base. Christie também classificou o ataque de Trump à integridade da eleição como uma decisão estratégica ruim e "uma decisão política ruim". "Não é o tipo de decisão que você esperaria que alguém tomasse... considerado o cargo que ocupa."

Na tarde de quinta-feira, os filhos do presidente reclamaram no Twitter sobre o que classificaram de falta de apoio do Partido Republicano. Donald Trump Jr. acusou membros do partido de já estarem olhando para a eleição de 2024.

"A total falta de ação de praticamente todos os candidatos republicanos é incrível. Eles têm uma plataforma perfeita para mostrar que estão dispostos e são capazes de lutar, mas em vez disso se acovardam diante da multidão da mídia." Em outra mensagem, ele acusou alguns republicanos de estarem mostrando "suas verdadeiras cores".

Menos de uma hora depois, seu irmão Eric Trump escreveu: "Onde está o Partido Republicano?! Nossos eleitores nunca esquecerão." Posteriormente, ele apagou o texto.

JPS/ap/ots

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