Relatório aponta importância crescente de emergentes nos investimentos internacionais | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 22.07.2010
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Economia

Relatório aponta importância crescente de emergentes nos investimentos internacionais

Apesar da crise global, em 2009 economias nacionais receberam 1,1 trilhão de dólares em capital estrangeiro. Unctad registra partipação ativa de países emergentes e em desenvolvimento, com chineses no topo da lista.

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Chineses investem em construção civil na Argélia

Os países em desenvolvimento e emergentes como a China e a Índia ganham significado crescente na economia mundial como receptores e doadores de capital. Segundo o Relatório sobre Investimentos no Mundo, apresentado nesta quinta-feira (22/07), em Genebra, em 2009 a metade de todos os investimentos realizados fluiu para as nações desse grupo: dois anos antes, essa proporção havia sido de apenas um quarto.

Segundo o documento elaborado pela Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), em 2009, ano da crise global, as economias nacionais receberam capital estrangeiro num total de 1,1 trilhão de dólares. No ano anterior, essa quantia fora de 1,8 trilhão de dólares. Foi também registrado um crescimento da importância das nações emergentes e em desenvolvimento como locais de produção e como fornecedoras de matéria-prima.

Segundo o estudo, a Alemanha continua sendo um dos principais países de origem e de destino para investimentos estrangeiros. No ranking da Unctad, em 2009, a Alemanha ficou em sétimo lugar entre os que mais receberam investimentos e em quarto na lista da origem dos investimentos. Com um afluxo de 36 bilhões de dólares, apesar da crise, a Alemanha foi um dos poucos países a receber mais investimentos estrangeiros.

China na frente

Ainda segundo a Unctad, três dos seis maiores receptores de capital estrangeiro pertencem ao grupo em questão. A China aparece em primeiro lugar, com mais de 140 bilhões de dólares, seguida pelos Estados Unidos (130 bilhões de dólares).

Ao mesmo tempo, os emergentes são beneficiados por cerca de um quarto de todo o dinheiro investido no exterior. O secretário-geral da Unctad, Supachai Panitchpakdi, crê que o peso relativo desses países como receptores e investidores continuará crescendo.

O órgão das Nações Unidas parte do princípio que os investimentos transnacionais alcançarão a marca de 1,2 trilhão de dólares em 2010. Também aqui o decidido empenho das nações em desenvolvimento e emergentes responde pelo acréscimo de 100 bilhões de dólares em relação ao ano anterior.

Recuo na África

Contudo, os países em desenvolvimento também registraram um recuo dos investimentos estrangeiros em consequência da crise econômica global. Na África, eles caíram de 72 milhões para 59 bilhões de dólares, entre 2008 e 2009.

A maior parte desse capital fluiu para o setor de matérias-primas, com a produtora de petróleo Angola encabeçando a lista. A Unctad calcula que no ano passado 13 bilhões de dólares foram aplicados por estrangeiros em novas instalações de prospecção.

Contando entre os maiores investidores na África, em 2008 os chineses aplicaram cerca de 4 bilhões de dólares no continente, contra pouco mais de 1 bilhão de dólares no ano anterior.

As somas são, sobretudo, aplicadas na construção de estradas, ferrovias, aeroportos e portos, em troca concessões para extração de matérias-primas. A China também investiu diretamente na prospecção de petróleo, minerais e outros materiais.

AV/rtd/epd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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