Recuo nas emissões da Alemanha supera meta definida em Kyoto | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 28.11.2008
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Alemanha

Recuo nas emissões da Alemanha supera meta definida em Kyoto

Em 2007, redução nas emissões de gases do efeito estufa na Alemanha superou a meta fixada para o país no Protocolo de Kyoto. Comissão Européia espera avanços na conferência das Nações Unidas em Poznan, na Polônia.

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A produção de energia é uma das principais fontes de emissão de gases do efeito estufa

As emissões de gases causadores do efeito estufa diminuíram 22,4% na Alemanha em 2007 em comparação com o início da década de 1990, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (28/11) pelo Ministério alemão do Meio Ambiente.

Assim, a Alemanha estaria cumprindo a meta definida no Protocolo de Kyoto, que determina um recuo de 21% nas emissões do país em relação a 1990 e 1995, tomados como anos-base – o primeiro para as emissões de dióxido de carbono (CO2 ou gás carbônico), metano e óxido nitroso, o segundo para outro três gases, entre eles os perfluorcarbonetos.

Em 2007, deixaram de ser jogadas na atmosfera 957 milhões de toneladas de gás carbônico, se forem tomadas como base as emissões do ano anterior. As principais quedas nas emissões foram verificadas nos setores de transporte e na agricultura e com o saneamento de edifícios. Já na produção de energia elétrica houve um forte aumento das emissões.

"Pode-se ter como certo que a Alemanha alcançará a meta estabelecida em Kyoto", afirmou o ministério. A meta alemã, de 21%, será calculada considerando a média das emissões entre 2008 e 2012.

Encontro em Poznan

Os dados da Alemanha foram divulgados às vésperas da conferência sobre o clima das Nações Unidas na cidade polonesa de Poznan, que acontecerá de 1º a 12 de dezembro e reunirá representantes de mais de 150 países. A conferência é preparatória para as negociações de 2009, em Copenhague, onde será acertado o acordo que sucederá o Protocolo de Kyoto.

Nesta sexta-feira, o comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, disse que é chegada a hora de agir. "A crise financeira nos mostrou o quão insensato é ignorar sinais claros de alerta", afirmou. A Europa quer obter compromissos principalmente dos Estados Unidos, da China e da Índia.

"Kyoto é apenas um pequeno passo", disse o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel. "Para combater de forma eficiente as mudanças climáticas, temos de avançar com passos largos. Por isso defendemos metas mais ambiciosas nas atuais negociações para um novo pacote climático da União Européia. Até 2020, a Europa precisa diminuir suas emissões em 30% caso outros países colaborem."

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