Rafael Correa é condenado a 8 anos de prisão por corrupção | Notícias internacionais e análises | DW | 07.04.2020

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América Latina

Rafael Correa é condenado a 8 anos de prisão por corrupção

Ex-presidente do Equador foi acusado de liderar esquema de favorecimento de empresas – entre elas a Odebrecht – em troca de recursos para seu partido político.

Mexiko Ecuadors Ex-Präsident Rafael Correa in Mexiko-Stadt (picture-alliance/ZUMA Wire/El Universal)

Rafael Correa governou Equador entre 2007 e 2017

O ex-presidente do Equador Rafael Correa foi condenado nesta terça-feira (07/04) a oito anos de prisão por ter liderado uma rede de corrupção entre 2012 e 2016.

A sentença da Corte Nacional de Justiça também determina que ele perca os direitos políticos durante 25 anos. Segundo a acusação, Correa favoreceu empresas em licitações em troca de recursos para seu partido político. Entre as empresas envolvidas no caso está a empreiteira brasileira Odebrecht.

Além de Correa, também foram condenados o ex-vice-presidente Jorge Glas e outros 19 acusados, entre funcionários do antigo governo e empresários. Jorge Glas já cumpre, desde 2017, pena de seis anos de prisão por receber propinas da Odebrecht.

Correa, que reside na Bélgica e é considerado foragido pela Justiça do Equador, classificou o julgamento como "palhaçada". Sua defesa questionou a imparcialidade dos juízes e apontou supostas irregularidades processuais no caso. "Conheço o processo, e o que os juízes dizem é MENTIRA. Não provaram absolutamente NADA. Puro falso testemunho, sem provas", tuitou Correa.
O equatoriano também comparou seu caso aos dos ex-presidente Lula e Evo Morales, afirmando que eles também foram perseguidos.

"Não aprendem com a história. Não entenderam nada sobre Lula, Cristina, Evo. É claro que, com essa perseguição, eles provocam danos a curto prazo! Mas, a longo prazo, eles apenas nos tornam invencíveis. Eles não serão capazes de mudar o curso da história. Vamos resistir e vencer!", escreveu no Twitter.

Segundo a procuradora-geral Diana Salazar, no caso chamado "Subornos 2012-2016", empresas pagaram cerca de 7 milhões de dólares em propinas para obter contratos.

O ex-presidente foi ligado ao caso por 6 mil dólares que entraram em sua conta. Correa alega que se tratou de um empréstimo de um fundo partidário.

Alexis Mera, ex-secretário jurídico da presidência no governo Correa, também condenado, anunciou que irá apelar da sentença.

JPS/afp/efe

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