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Rússia bombardeia Kiev horas antes de cúpula do G7

26 de junho de 2022

Último ataque russo contra capital da Ucrânia havia ocorrido no início de junho. Bombardeio contra edifício residencial deixou um morto. Durante cúpula do G7, Joe Biden descreve novo ataque como "barbárie".

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Ataque russo contra Kiev
Ataque atingiu complexo residencial na capital ucranianaFoto: VALENTYN OGIRENKO/REUTERS

A Rússia bombardeou um bairro residencial de Kiev neste domingo (26/06), horas antes do início da cúpula do G7 na Alemanha, que tem como principal tema justamente os efeitos da guerra de agressão do Kremlin contra a Ucrânia. Pelo menos uma pessoa morreu no ataque.

Quatro explosões foram registradas por volta das 6h30 (00h30 em Brasília) em Kiev. Algumas atingiram um complexo residencial no distrito central de Shevchenkivskiy, causando um grande incêndio. O edifício de nove andares ficou gravemente danificado.

Pelo menos quatro pessoas foram hospitalizadas, incluindo uma menina de sete anos, disse o prefeito da capital ucraniana, Vitaly Klitschko.

Kiev não registrava ataques russos desde o início de junho.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, descreveu os novos bombardeios russos contra Kiev como uma "barbárie" durante a cúpula do G7.

"É mais uma barbárie dele", respondeu Biden a jornalistas durante a cúpula, que ocorre em em Schloss Elmau, no estado alemão da Baviera.

Trata-se de "intimidar os ucranianos (...) dada a proximidade da cúpula da Otan", disse o prefeito Klitschko após as explosões, em referência à reunião de cúpula da aliança militar ocidental, marcada para a próxima terça-feira.

Na cúpula do G7, os líderes das sete principais nações industrializadas do mundo - Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos - discutem como ajudar a Ucrânia e mitigar os efeitos da guerra na economia mundial.

O Reino Unido, que anunciou ajuda adicional que pode chegar a US$ 525 milhões, alertou no sábado contra qualquer "fadiga" no apoio a Kiev, o que poderia favorecer o regime de Vladimir Putin.

O Reino Unido, juntamente com os Estados Unidos, Canadá e Japão, também anunciou que proibirá a importação de ouro russo como parte das novas sanções impostas a Moscou

Já o governo ucraniano, após os novos ataques deste domingo, apelou aos países do G7 para enviarem mais armas e aplicarem mais sanções contra a Rússia;

"A cúpula do G7 deve responder com mais sanções contra a Rússia e mais armas pesadas para a Ucrânia", insistiu o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kouleba, no Twitter, pedindo a "derrota do doentio imperialismo russo".

"Uma criança ucraniana de 7 anos dormia pacificamente em Kiev até que um míssil de cruzeiro russo explodiu o seu edifício", disse o ministro ucraniano.

"É extremamente importante que, durante as cúpulas desta semana, o G7 e a Otan demonstrem que o seu compromisso em defender a Ucrânia nunca será mais fraco do que o desejo de [Vladimir] Putin de a assumir", insistiu Kouleba num artigo de opinião escrito em conjunto com a homóloga britânica, Liz Truss.

O ministro pediu ainda "um aumento e aceleração do fornecimento de armas pesadas, sanções mais duras contra todos aqueles que contribuem para a guerra de Putin e um embargo total das importações de energia russa".

jps (AFP, Lusa, ots)