Putin ordena início da vacinação em massa contra covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 02.12.2020

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Coronavírus

Putin ordena início da vacinação em massa contra covid-19

Presidente diz que país terá em breve 2 milhões de doses prontas da Sputnik V e pede que autoridades iniciem vacinação voluntária em grande escala no fim da próxima semana.

Vladimir Putin

Segundo Putin, nos próximos dias a Rússia terá produzido 2 milhões de doses da sua vacina Sputnik V

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou que as autoridades de saúde do país iniciem na semana que vem uma vacinação voluntária em grande escala contra a covid-19, começando por médicos e professores.

"Peço-lhes que organizem o trabalho de tal maneira que, ao fim da próxima semana, possamos proceder à vacinação em grande escala", disse Putin, dirigindo-se à vice-primeira-ministra Tatiana Gólikova, que está encarregada da pandemia.

Gólikova declarou que a Rússia dispõe de potencial para começar a vacinação em massa já em dezembro e acrescentou que a vacina será gratuita para os russos.

Horas depois, o ministro russo da Saúde, Mikhail Murashko, disse que mais de cem mil pessoas já haviam sido vacinadas contra a covid-19 no país, ao apresentar a Sputnik V por vídeo às Nações Unidas.

As declarações foram dadas nesta quarta-feira (02/12), mesmo dia em que o Reino Unido anunciou a aprovação da vacina da Pfizer-Biontech e o início da vacinação da sua população já na semana que vem.

Segundo Putin, nos próximos dias a Rússia terá produzido 2 milhões de doses da sua vacina Sputnik V. As autoridades russas disseram que a vacina tem eficácia de 92%.

Aprovação acelerada

A Sputnik V, produzida pelo Instituto Gamaleya, foi aprovada pelo Ministério da Saúde da Rússiaem 11 de agosto, antes mesmo de terem sido feitos os testes da terceira fase, que estão agora em andamento.

Putin defendeu a vacina russa e disse que a filha dele foi vacinada sem apresentar efeitos colaterais, exceto uma febre temporária e leve. Já o Kremlin comunicou que o próprio presidente não tomou a vacina porque ela ainda estava em fase de testes.

A Rússia registrou cerca de 2,3 milhões de infecções de covid-19 e é o quarto país mais atingido pela pandemia, atrás de Estados Unidos, Índia e Brasil. Cerca de 41 mil pessoas morreram de covid-19 na Rússia.

AS/rtr/afp/efe