Puigdemont exige libertação de membros do governo da Catalunha | Notícias internacionais e análises | DW | 02.11.2017
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Mundo

Puigdemont exige libertação de membros do governo da Catalunha

Ex-chefe de governo e líder separatista catalão, que também pode ser alvo de pedido de prisão, afirma que detenções são "golpe” contra eleições antecipadas na região.

O líder separatista e ex-chefe de governo da Catalunha Carles Puigdemont divulgou um pronunciamento na noite desta quinta-feira (02/11) em que exige a libertação de oito membros de seu governo. Eles tiveram a prisão decretada pela Justiça espanhola por suspeita de rebelião no processo separatista da Catalunha.

"Como presidente legítimo da Catalunha, exijo a libertação dos conselheiros e do vice-presidente Oriol Junqueras e o fim da repressão política”, disse o líder separatista, que está na Bélgica.

Puigdemont, destituído na semana passada junto com todo o seu gabinete após Madri decidir intervir politicamente na região, disse que a crise "não é mais um assunto interno espanhol”.

"A comunidade internacional e especialmente a comunidade europeia devem se dar conta do perigo que estas atitudes representam", afirmou.

O pronunciamento foi transmitido pelo canal catalão TV3. O ex-chefe de governo também afirmou que as prisões "são um golpe contra as eleições do dia 21 de dezembro”, em referência ao pleito antecipado convocado por Madri. Antes das prisões, havia a expectativa de que os membros do antigo governo regional fossem se candidatar mais uma vez.

Nas próximas horas, o próprio Puigdemont pode vir a ser alvo de um pedido de prisão internacional. A procuradoria espanhola solicitou à Justiça que seja expedida um mandado de detenção europeu para o político catalão.

Até a noite desta quinta-feira, a Justiça espanhola ainda não havia divulgado sua decisão sobre o caso. Se o pedido for aceito, as autoridades belgas têm até 15 dias para agir, mas o processo pode se arrastar por meses se Puigdemont resolver contestar a ordem em um tribunal local.

Os oito membros que tiveram decretada a prisão incondicional foram levados na noite desta quinta-feira para Centro Penitenciário de Madri 7.

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JPS/ots

 

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