Principal acusada no caso NSU rompe silêncio | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 08.12.2015
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Alemanha

Principal acusada no caso NSU rompe silêncio

Depois de mais de dois anos e meio, Beate Zschäpe decide fazer declaração sobre grupo terrorista. Depoimento, porém, será lido por advogado e perguntas posteriores devem ser feitas por escrito.

Beate Zschäpe e o advogado Mathias Grasel

Beate Zschäpe e o advogado Mathias Grasel

Após mais de dois anos e meio de silêncio, a principal acusada pela série de assassinatos atribuídos ao grupo Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU, na sigla em alemão), Beate Zschäpe, de 40 anos, prestará nesta quarta-feira uma declaração à Corte em Munique, confirmou nesta terça-feira (08/12) o advogado de defesa da ré, Mathias Grasel.

O depoimento, no entanto, será lido por Grasel. O advogado pediu ainda que, após a leitura, as perguntas da Corte para Zschäpe sejam enviadas por escrito e afirmou que elas serão respondidas em consulta com sua cliente no final de semana.

O NSU é suspeito de matar nove pessoas de origem turca ou grega e uma policial alemã entre 2000 e 2007. Pela primeira vez, a única sobrevivente da célula terrorista de extrema direita prestará um depoimento sobre o caso.

O juiz do processo que corre no Tribunal Superior Regional de Munique, Manfred Götzl, não indicou se aceitará a demanda da acusada. Até agora, ele questionou apenas oralmente acusados e testemunhas.

Anos de silêncio

O processo contra a célula neonazista começou em 6 de maio de 2013. Durante dois anos e meio, Zschäpe se recusava a fazer qualquer declaração à Corte.

A imprensa alemã chegou a divulgar nesta terça-feira que os estado de saúde da acusada poderia adiar a leitura do depoimento. Grasel negou que Zschäpe tenha tido um colapso nervoso e o juiz Götzl disse que o estado de saúde dela era bom.

Zschäpe é acusada de envolvimento na série de assassinatos, ataques a bomba e assaltos cometidos pelo NSU. Os outros dois integrantes da célula terrorista, Uwe Böhnhardt e Uwe Mundlos, se suicidaram em 2011.

Além de Zschäpe, quatro pessoas acusadas de ajudar o grupo estão sendo julgadas em Munique. O advogado de um deles, Ralf Wohlleben, anunciou nesta terça-feira que seu cliente também entregará em breve uma declaração.

CN/dpa/afp

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