Primeiro-ministro renuncia e coloca fim a governo na Itália | Notícias internacionais e análises | DW | 20.08.2019
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Mundo

Primeiro-ministro renuncia e coloca fim a governo na Itália

Em discurso no Senado, Giuseppe Conte anuncia que vai deixar o cargo e acusa seu vice, Matteo Salvini, por crise na coalizão de governo. Presidente deve decidir sobre convocação de novas eleições.

Premiê italiano, Giuseppe Conte, discursa no Senado ao lado de seu vice, Matteo Salvini

Premiê italiano, Giuseppe Conte, chamou de irresponsável seu vice, Matteo Salvini (esq.)

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou sua renúncia nesta terça-feira (20/08), afirmando, em discurso no Senado, sua intenção de informar no mesmo dia o presidente italiano, Sergio Mattarella de sua decisão. Ele atribuiu a culpa pelo fim do governo populista, que durou 14 meses, ao ministro do Interior e vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini.

"Estou dando fim aqui a essa experiência de governo", disse Conte, chamando Salvini de "irresponsável" por provocar uma crise do governo.

O primeiro-ministro criticou severamente as recentes demandas de Salvini por um eleição antecipada, para que, segundo ele, pudesse ganhar "plenos poderes" e conquistar o posto de primeiro-ministro.

Conte afirmou que o vice-premiê mostra "grave desprezo pelo Parlamento" e coloca a Itália em risco de uma "vertiginosa espiral de instabilidade política e financeira" nos próximos meses, criando uma crise desnecessária que derruba um governo em funcionamento.

Salvini, que esteve sentado ao lado de Conte, sorrindo às vezes enquanto o premiê discursava, começou o debate no Senado dizendo, desafiadoramente: "Eu faria tudo novamente."

Pressionando por uma nova eleição o mais breve possível, Salvini, que enquanto ministro do Interior liderou uma repressão aos migrantes, disse: "Eu não temo o julgamento dos italianos."

Tanto na eleição para o Parlamento Europeu na Itália, há três meses, como nas mais recentes pesquisas de opinião, a Liga de Salvini subiu em popularidade.

Salvini já havia afirmado no dia 8 de agosto que a coalizão governista, formada pelo partido Liga, de extrema direita, e o populista Movimento Cinco Estrelas (M5S), rachou e que o único caminho para solucionar o impasse seria realizar novas eleições.

A tensão na coailizão de governo veio à tona depois de o Senado derrotar uma moção apresentada pelo M5S visando acabar com um projeto de trem alta velocidade, financiado pela União Europeia (UE), que ligaria Turim à França. O projeto foi apoiado, porém, pela Liga, de Salvini.

A votação no Senado expôs o conflito entre as legendas, que há meses têm tido uma série de atritos. Segundo a imprensa italiana, antes do embate parlamentar, Salvini já havia imposto várias condições para a Liga permanecer no governo, incluindo a renúncias dos ministros do Transporte, Defesa e Economia.

O rompimento lança a terceira economia da zona do Euro num futuro político incerto. Antes de convocar novas eleições, o presidente italiano, Sergio Mattarella, deve primeiro verificar se o governo realmente perdeu apoio no Parlamento.

MD/ap/afp

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube | App | Instagram | Newsletter

Leia mais