Presidente interina da Bolívia testa positivo para covid-19 | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 10.07.2020

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América Latina

Presidente interina da Bolívia testa positivo para covid-19

Jeanine Áñez e três ministros foram infectados pelo coronavírus e iniciam período de quarentena. Interinamente no comando do país, ela é candidata nas eleições presidenciais marcadas para setembro.

Presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez

Jeanine Áñez disse estar se sentindo bem e que vai seguir trabalhando durante a quarentena

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, revelou nesta quinta-feira (09/07) que foi infectada pelo novo coronavírus e que iniciará um período de quarentena.

"Junto com toda a minha equipe, temos trabalhado pelas famílias bolivianas durante todo este tempo e, como na semana passada muitos testaram positivo para o coronavírus, fiz o teste e também testei positivo", revelou Añez em vídeo postado nas redes sociais. Ele disse que continuará trabalhando durante os 14 dias de isolamento.

"Estou me sentindo bem e forte, vou continuar trabalhando de maneira virtual do meu isolamento e quero agradecer a todos os bolivianos que estão trabalhando para ajudar nesta crise de saúde. Seguiremos em frente juntos", afirmou.

Nos últimos dias ela trabalhou na residência presidencial em La Paz e evitou ao máximo ir ao gabinete no Palácio do Governo.

Além de Áñez, ao menos três outros ministros – a interina da Saúde, Eidy Roca; o da Presidência, Yerko Núñez, e o de Mineração e Metalurgia, Jorge Fernando Oropeza – também testaram positivo, enquanto outros anunciaram que adotarão o isolamento como medida de precaução.

Áñez, de 53 anos, é candidata nas eleições presidenciais marcadas para 6 de setembro na Bolívia. Os bolivianos voltam às urnas após a anulação do pleito realizado em outubro do ano passado, depois que uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciou irregularidades em favor do então presidente, Evo Morales, eleito para seu quarto mandato.

Após semanas de protestos, Evo, que governou a Bolívia por quase 14 anos, desde 2006, anunciou sua renúncia em novembro, pressionado pelas Forças Armadas, para no dia seguinte deixar o país rumo ao México.

A renúncia foi descrita como "golpe de Estado" por Morales. Em meados de dezembro, Morales seguiu do México para a Argentina, onde recebeu a condição de refugiado. A então senadora Jeanine Áñez assumiu a presidência interina do país no dia 12 de novembro e marcou novas eleições para maio.

Esta é a segunda infecção por covid-19 em um chefe de Estado sul-americano confirmada em poucos dias, após o presidente Jair Bolsonaro  anunciar na última terça-feira que havia testado positivo para a doença. Na Venezuela, o número dois do governo chavista, Diosdado Cabello, também contraiu o coronavírus.

A Bolívia, país de cerca de 11 milhões de habitantes, já registrou mais de 1.600 mortes e mais de 44 mil casos de covid-19, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

RC/efe/afp

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