Premiê francês entrega renúncia a Macron | Notícias internacionais e análises | DW | 03.07.2020

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Europa

Premiê francês entrega renúncia a Macron

Decisão de Edouard Philippe era esperada e é aceita pelo presidente, que pretende reformular governo depois da forte abstenção e importantes vitórias dos verdes nas eleições municipais. Novo premiê será Jean Castex.

Edouard Philippe

Pesquisas mostram que Edouard Philippe é mais popular do que o presidente

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, apresentou nesta sexta-feira (03/07) sua renúncia do seu governo ao presidente Emmanuel Macron, que a aceitou.

O Palácio do Eliseu comunicou que o governo cessante continuará em funções até a nomeação do novo executivo por Macron, que deverá anunciar até a próxima quarta-feira uma nova equipe para seguir um "novo caminho" político durante a parte final de seu mandato, até a eleição presidencial de 2022.

Macron inicialmente permaneceu evasivo quanto à presença de Philippe, que está no cargo de primeiro-ministro desde o início do mandato do presidente, à frente do futuro governo. "Nos últimos três anos comigo, ele realizou um trabalho notável com governos sucessivos e realizamos reformas importantes e históricas, geralmente em circunstâncias muito difíceis", afirmou.

Pouco depois, porém, o presidente anunciou que o novo premiê será Jean Castex, um prefeito discreto de uma pequena cidade, desconhecido do grande público e ex-colaborador do antigo presidente Nicolas Sarkozy. Castex coordenou o desconfinamento na França e era chamado pela imprensa de "senhor desconfinamento".

A mudança de governo já era esperada após o segundo turno das eleições municipais, em 28 de junho, marcadas por uma forte abstenção, um revés para o partido presidencial LREM e importantes vitórias dos verdes nas grandes cidades.

Philippe, que é mais popular que Macron, de acordo com pesquisas, é oriundo da direita francesa e nunca se uniu ao partido de Macron, o LREM. Mais da metade dos franceses aprova o trabalho de Philippe, ao passo que cerca de um terço tem a mesma opinião sobre o presidente.

Desde que chegaram ao poder, os dois realizaram várias reformas controversas, como a do seguro-desemprego, e enfrentaram várias crises, incluindo a dos coletes amarelos e a pandemia de covid-19.

Analistas afirmaram que tirar Philippe do governo seria um passo arriscado para Macron, pois o presidente estaria criando um forte concorrente para a eleição presidencial de 2022. Porém, a imprensa francesa afirmou que ele dificilmente ficaria no cargo, o que logo se confirmou.

O próximo governo deverá ter um caráter mais ambientalista e de esquerda, com mais mulheres em posições de destaque. Desde o desconfinamento, o presidente tem participado de inúmeros encontros para preparar uma remodelação governamental.

Apesar de já ter mudado alguns ministros pontualmente desde o início do seu mandato, em 2017, esta será a primeira grande remodelação feita por Macron, que deverá também ser acompanhada de mudanças nas prioridades políticas do governo.

Segundo a imprensa francesa, a remodelação deverá acontecer até a próxima quarta-feira, tendo sido antecedida por reuniões com o primeiro-ministro, mas também com os ex-presidentes Sarkozy e François Hollande, com os líderes da Assembleia Nacional e do Senado e diversas outras lideranças.

A primeira decisão era o que fazer com Philippe, um primeiro-ministro que se tornou mais popular que o presidente durante o confinamento e que acabou de ser reeleito prefeito de Havre.

Entre os cotados para o lugar dele estavam Jean-Yves Le Drian, atual ministro das Relações Exteriores, e Florence Parly, atual ministra da Defesa. Outros nomes apontados eram Michel Barnier, atual negociador da União Europeia para o Brexit, e Valérie Pécresse, presidente da região de Île de France. Mas o presidente optou por um nome pouco conhecido, que ainda necessita ser referendado pelos parlamentares.

AS/lusa/afp

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