Premiê do Líbano renuncia e diz temer ser morto | Notícias internacionais e análises | DW | 04.11.2017
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Mundo

Premiê do Líbano renuncia e diz temer ser morto

Saad Hariri comunica decisão de forma inesperada durante viagem à Arábia Saudita, acusa Irã de ingerência na região e afirma que clima é semelhante ao da véspera do atentado que matou seu pai, então primeiro-ministro.

Primeiro-ministro demissionário do Líbano, Saad Hariri

Primeiro-ministro demissionário do Líbano, Saad Hariri

O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, anunciou neste sábado (04/11), de forma inesperada, sua renúncia, acusando o movimento xiita Hisbolá e o seu aliado, o governo do Irã, de ingerência sobre o Líbano e a região e afirmando temer ser assassinado.

Hariri, que está em visita à Arábia Saudita, anunciou sua decisão durante uma declaração transmitida pelo canal televisivo Al Arabiya, com sede em Dubai, e reproduzida por televisões locais e pela agência oficial NNA. No discurso, Hariri criticou o Irã e o grupo xiita, que integra o governo que ele liderava.

Sem revelar suas fontes, a Al Arabiya afirmou que as forças de segurança libanesas frustraram, há poucos dias, um atentado contra Hariri. A emissora saudita informou que o grupo que preparava o atentado desligou as câmeras das torres de vigilância que havia na rota por onde passaria a comitiva do primeiro-ministro, em Beirute. A Al Arabiya não ofereceu mais detalhes sobre a história.

A renúncia de Hariri ocorre menos de um ano depois da sua nomeação para o cargo, em dezembro de 2016.  "Sinto que a minha vida está em risco", disse o político, afirmando que o Líbano vive um clima semelhante ao que precedeu o assassinato do seu pai, Rafik Hariri, morto num atentado em fevereiro de 2005, quando era primeiro-ministro. Quatro membros do Hisbolá foram relacionados ao crime.

O Hisbolá é um aliado importante do regime do presidente Bashar al-Assad na guerra na vizinha Síria. É apoiado por Teerã e é o único partido libanês a ter mantido as suas armas depois do fim da guerra civil no Líbano, entre 1975 e 1990, o que é um ponto de discórdia no país.

"O Irã tem um controle sobre o destino dos países da região", acusou o político. "O Hisbolá é o braço do Irã não somente no Líbano, mas também nos outros países árabes", denunciou. "Onde quer que o Irã esteja, é para provocar conflitos e destruição", disse.

"Nas últimas décadas, o Hisbolá impôs uma situação pela força das suas armas", acrescentou o primeiro-ministro demissionário, que leu o seu discurso sentado diante de uma bandeira libanesa.

O Líbano assistiu a várias divisões com a guerra na Síria, entre opositores e defensores do regime de Damasco. Hariri é contra o regime sírio.

MD/efe/lusa

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