Premiê da Islândia renuncia após divulgação dos ″Panama Papers″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.04.2016
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Premiê da Islândia renuncia após divulgação dos "Panama Papers"

Sigmundur David Gunnlaugsson diz que deixará o cargo em meio à pressão por suposto envolvimento em empresa ligada ao escritório panamenho Mossack Fonseca. Reykjavik é palco de protestos pela saída do primeiro-ministro.

Primeiro-ministro islandês, Sigmundur David Gunnlaugsson

Primeiro-ministro islandês, Sigmundur David Gunnlaugsson

O primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur David Gunnlaugsson, renunciou ao cargo nesta terça-feira (05/04), em meio ao escândalo por seu suposto envolvimento nos chamados Panama Papers.

"O primeiro-ministro disse na reunião do grupo parlamentar [de seu partido] que ele iria renunciar e que eu assumiria o cargo", afirmou o vice-presidente do Partido Progressista e ministro da Agricultura, Sigurdur Ingi Johannsson, à emissora RUV.

Gunnlaugsson enfrentou forte pressão popular por sua renúncia, após alegações de que ele estaria envolvido com o escritório panamenho de advocacia e consultoria Mossack Fonseca. A firma se tornou o centro de um escândalo internacional após o vazamento de informações referentes a supostas práticas de sonegação fiscal por autoridades e celebridades de diversos países, nos Panama Papers.

O premiê havia pedido a dissolução do Parlamento e convocação de novas eleições após a oposição solicitar a realização de um voto de desconfiança ao governo. Em seu perfil no Facebook, Gunnlaugsson afirmou que dissolveria o Parlamento e convocaria novas eleições "assim que possível" caso perdesse o apoio dos membros da coalizão governista.

O presidente da Islândia, Olafur Ragnar Grimsson, rejeitou o pedido do primeiro-ministro, afirmando que iria consultar os líderes partidários antes de concordar em pôr fim ao governo de coalizão entre o Partido Progressista, de Gunnlaugsson, e o Partido da Independência.

Empresa nas Ilhas Virgens Britânicas

As revelações que envolvem Gunnlaugsson se referem à empresa Wintris, supostamente estabelecida em 2007 nas Ilhas Virgens Britânicas pelo premiê e sua esposa, Anna Sigurlaug Palsdottir, por meio da firma panamenha.

Assistir ao vídeo 01:27
Ao vivo agora
01:27 min

Entenda por que é difícil acabar com as empresas-fantasma

Gunnlaugsson teria vendido sua parte da Wintris à Palsdottir, pelo valor de 1 dólar, no dia 31 dezembro de 2009, um dia antes da entrada em vigor de uma lei que o obrigaria a declarar a propriedade da empresa.

Durante a crise financeira de 2008, que abalou fortemente a Islândia, a Wintris sofreu fortes abalos financeiros e exigiu compensações em um total de 4,2 milhões de dólares de três bancos islandeses, agora falidos.

Gunnlaugsson é acusado por líderes da oposição de conflito de interesses por não divulgar sua participação na Wintris, que detinha ações dos três bancos falidos, cuja supervisão era responsabilidade do governo. O político nega as acusações.

Após o vazamento, milhares de pessoas se reuniram nesta segunda-feira em frente à sede do Parlamento, na capital, Reykjavik, exigindo a renúncia de Gunnlaugsson.

RC/afp/ap/rtr

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados